Face aos desafios ambientais com que nos deparamos, a bicicleta tem vindo a reconquistar um lugar primordial enquanto meio de transporte. E o Estado português acaba de lançar um incentivo à compra de bicicletas. Saiba tudo aqui.

São cada vez mais as pessoas, hoje em dia, que optam por soluções de mobilidade verde. Seja pela poupança que representam (já que, por exemplo, carregar um carro elétrico é mais económico do que abastecer o depósito), seja por serem meios de transporte mais amigos do ambiente, a verdade é que, nos últimos anos, os carros elétricos e híbridos têm vindo a ganhar força no mercado.

A par destes veículos, também as bicicletas têm vindo a ser cada vez mais uma opção de mobilidade. Seja das convencionais ou das elétricas, para praticar desporto ou para se deslocar para o trabalho, a verdade é que há muito por onde escolher. O uso de bicicletas traz benefícios para a saúde e para o meio ambiente. Além disso, existem também apoios financeiros oferecidos pelo Estado, bem como outras iniciativas, como o Planeta Zero da EDP.

Pode concorrer aqui aos apoios financeiros do Estado, ao abrigo do Fundo Ambiental, até 30 de novembro de 2021.

E para que possa abraçar esta forma de transporte mais amiga do ambiente e reduzir as emissões de CO2, descubra as diferenças entre os vários tipos de bicicletas e os incentivos financeiros associados a cada um. Pronto para pedalar? Vamos a isso.


Bicicletas convencionais ou elétricas?

As bicicletas podem ser divididas em duas categorias: as convencionais e as elétricas. As bicicletas convencionais são as mais comuns. Já as elétricas têm a adição de um motor elétrico e bateria que funciona como um assistente.

as vantagens de optar por uma bicicleta secundaria

Tal como no caso das bicicletas convencionais, também dentro das elétricas há vários tipos: urbanas, de estrada ou de montanha. A escolha do modelo indicado depende, apenas, do tipo de ciclismo que quer praticar: seja para um principiante, para quem se quer deslocar para o trabalho sem fazer muito esforço, ou até para os aventureiros dos trilhos e montanhas, há opções para todos.

Quanto aos preços, também há soluções para todas as carteiras. Estes variam bastante entre modelo e marca, consoante a autonomia e os níveis de assistência, bem como outros fatores. As urbanas ou de estrada são tendencialmente as mais baratas, podendo custar entre 370 e 5.000€. Para quem quer explorar a montanha ou fazer BTT, os valores mais baixos andam à volta dos 1.000€.

Outra variante das bicicletas são as bicicletas de carga, elétricas ou convencionais, que têm o objetivo de carregar várias pessoas ou cargas. Este tipo de bicicletas pode ser utilizado como serviço de transporte de mercadorias, podendo substituir até um quarto dos serviços. A capacidade de carga e a gama de preços também variam bastante, existindo bicicletas de carga mais pequenas e leves, com preços entre os 1.000 e os 2.000€, que conseguem transportar facilmente 80kg a 100kg, e de carga pesada, capazes de transportar até 350kg, com preços de compra entre 2.000 e 12.000€.

Porquê optar por bicicletas

Para além dos benefícios fiscais, o uso de bicicletas é importante para ajudar a combater as alterações climáticas. Em Portugal, só o setor dos transportes é responsável por cerca de 25% das emissões de gases com efeito de estufa e o objetivo, a médio prazo, é reduzir drasticamente esse valor: o Roteiro da Neutralidade Carbónica de 2050 e o Plano Nacional de Energia e Clima 2030 pretendem diminuir em 40% as emissões de gases nos transportes no prazo de 9 anos.

Também a EDP quer contribuir para a solução do problema, com o programa Planeta Zero. Se já aderiu, trocar o carro por uma bicicleta pode ser uma excelente forma de ganhar mais Zs e conseguir ainda mais benefícios, para si e para o planeta. Se ainda não faz parte da Geração Zero, inscreva-se aqui e fique a par de todos os sorteios e descontos em mobilidade.

Mas não são só os benefícios para o ambiente que tornam as bicicletas um meio de transporte a ter em conta. De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, as bicicletas são uma forma de promover a equidade entre residentes urbanos, facilitando a coesão social e aumentando a qualidade de vida. Este meio de transporte traz, também, vantagens para a nossa carteira, já que se evita os custos relacionados com estacionamento e combustível, e para a nossa saúde: o uso de bicicleta está associado a uma redução do risco de diabetes, cancro e obesidade.


Apoios e incentivos à compra de bicicletas

Atualmente, apenas 0,5% da população portuguesa se desloca de bicicleta. O objetivo, até 2030, é elevar esse número até à média da União Europeia: 7,5%.

Por isso, no âmbito do apoio à Introdução no Consumo de Veículos de Baixas Emissões, o Fundo Ambiental volta a atribuir incentivos à compra de veículos elétricos. A grande novidade é que, este ano, as bicicletas passam a beneficiar de um incentivo muito maior.

Quando comparado com o ano anterior, o orçamento para a compra de bicicletas praticamente triplica, passando de 400 mil para 1 milhão de euros, e cada tipo de bicicleta tem um apoio específico. Fique a conhecer os apoios associados aos diferentes tipos de bicicletas.

Bicicletas, motas e ciclomotores elétricos

Para estes veículos, o orçamento disponível este ano é de 650 mil euros (mais 300 mil euros do que em 2020), num total de 1.857 cheques. A comparticipação, nestes casos, é de 50% do valor, até um teto máximo de 350€, e é válida quer para particulares, quer para empresas. Quanto às candidaturas, um cidadão particular poderá apresentar apenas uma. Já as empresas beneficiarão de um máximo de quatro apoios.

Bicicletas de carga

Quer sejam elétricas ou convencionais, as bicicletas de carga passam a ter uma categoria própria. Para estes veículos o Estado vai disponibilizar 300 mil euros,       comparticipando em 50%, até 500€, as convencionais, e até 1.000€ as elétricas. Tal como na categoria anterior, também nas bicicletas de carga os particulares poderão apresentar apenas uma candidatura e as empresas quatro.

Bicicletas convencionais

Também há boas notícias para quem está a pensar adquirir uma bicicleta tradicional: o Estado tem ao dispor 50 mil euros para a compra destes veículos. Enquanto que, em 2020, os compradores recebiam do erário público apenas um décimo do valor de aquisição, este ano as comparticipações são mais generosas: o Fundo Ambiental irá comparticipar a compra em 20%, até um valor máximo de 100€.

A outra boa notícia é que todos estes incentivos podem ser acumulados com os apoios municipais, como, por exemplo, o que a Câmara de Lisboa oferece.

Para beneficiar dos apoios só precisa de se registar no Fundo Ambiental e submeter a candidatura. O prazo termina no dia 30 de novembro.

Apesar de as candidaturas terem início apenas em março, os incentivos vão abranger os veículos comprados a partir do dia 1 de janeiro de 2021.

Se está a pensar aderir a estas soluções de mobilidade verde, não espere mais e junte-se à geração que quer poupar o mundo. Descubra aqui como contribuir.