Conheça todos os passos que deve seguir antes de comprar um eletrodoméstico para sua casa.

Seja um frigorífico, uma máquina de lavar roupa, um forno ou uma televisão, comprar um eletrodoméstico pode ser um verdadeiro pesadelo se não soubermos exatamente aquilo que queremos. Afinal, a variedade de marcas e modelos é tão grande que facilmente nos podemos sentir perdidos. E os eletrodomésticos, apesar de serem essenciais no nosso dia-a-dia, não são compras baratas, por isso devemos pensar muito bem antes de fazermos um investimento.

Assim, para que possa fazer a melhor compra, adequada à sua casa e às suas necessidades, dentro do seu orçamento e que tenha uma boa relação qualidade/preço, há algumas regras que deve ter em consideração.

Planear, medir e pensar nas características estéticas

Antes de se aventurar nas lojas - físicas ou online - de eletrodomésticos deve, primeiro, pensar muito bem naquilo que vai comprar. Em que local é que o aparelho vai ser instalado? Será de encastre ou não? Depois de ter essas questões definidas, deve medir o espaço que tem - comprimento, largura e profundidade - para que não haja surpresas desagradáveis quando for instalar o eletrodoméstico.

Para além disso, deve prestar também atenção a outros elementos que podem interferir com a utilização dos equipamentos. Veja se há janelas ou portas por perto, torneiras de água ou gás ou aquecimentos de parede. Por exemplo, no caso dos frigoríficos, lembre-se que estes devem ficar ligeiramente afastados das paredes e dos móveis para que o ar possa circular. Não se esqueça que todas estas medidas serão a base para que possa escolher o equipamento ideal para a sua casa.

A seguir, deverá ter em consideração a capacidade do equipamento. Se vive sozinho, comprar um frigorífico estilo americano ou uma máquina de lavar roupa de até 15Kg será, provavelmente, um gasto desnecessário. Antes de ir às compras, avalie a capacidade do eletrodoméstico versus quantas pessoas é que o vão realmente utilizar. Por exemplo, se tem um agregado familiar de três a quatro pessoas, poderá ser vantajoso comprar um frigorífico de capacidade entre 251 e 300 litros e uma máquina de lavar roupa de 7Kg a 10Kg.

Por fim, há que tomar em linha de conta as características estéticas, que também são bastante importantes na hora de escolher um eletrodoméstico. Antes de comprar qualquer equipamento, deve perceber quais os estilos que gosta mais e quais é que realmente combinam com a sua casa. Por exemplo, pode fazer mais sentido um frigorífico em inox para combinar com os restantes eletrodomésticos ou, então, optar por um colorido aparelho de estilo vintage, que anime a decoração da sua cozinha.

Definir um orçamento e comparar preços

O preço é um dos fatores que mais influência tem na hora de comprar um eletrodoméstico. No entanto, este não deve ser decisivo por um simples motivo: não lhe adianta comprar a opção mais barata do mercado se não for a que corresponde às suas necessidades. Estará só a desperdiçar dinheiro. Assim, o ideal é definir um orçamento, pois dessa forma, poderá comparar várias marcas e modelos, dentro do valor que definiu. E atenção: não caia no erro de começar a ver equipamentos que estão fora do seu orçamento. Além disto, considere também possíveis gastos com transporte e instalação e não se esqueça das suas faturas mensais: dependendo do eletrodoméstico que comprar, este poderá consumir mais ou menos eletricidade, gás ou água.

Como hoje em dia temos ao dispor um grande número de lojas que vendem este tipo de aparelhos, o melhor mesmo será comparar entre elas. Analise, nas várias superfícies comerciais e lojas online, equipamentos vs preço: poderá encontrar alguma loja que esteja com descontos. Contemple nas suas pesquisas a possibilidade de pagar faseadamente e a manutenção que é disponibilizada.

Perceber qual é a utilidade e necessidade do eletrodoméstico

Pode ser um sonho ter uma cozinha totalmente equipada, com microondas, máquina de café, batedeira, liquidificadora, robot de cozinha e por aí fora. Mas se não utilizar estes equipamentos, vai estar a investir uma pequena fortuna em pequenos eletrodomésticos que acabarão apenas por lhe ocupar espaço em casa.

Assim, antes de começar a comprar tudo e mais alguma coisa, pense primeiro no seu estilo de vida, hábitos de consumo e qual a utilidade que vai dar a cada um desses equipamentos. Por exemplo, se precisa de comprar um frigorífico e tem em casa uma arca congeladora que é suficiente para a quantidade de congelados que habitualmente tem, se calhar não será vantajoso comprar um combinado. Ao responder à pergunta “para que é que eu preciso disto?” vai conseguir especificar a sua pesquisa e, por exclusão de partes, chegar aos modelos que mais lhe convêm. Para isso, faça uma lista com todas as suas necessidades: é importante o microondas ter a função grill? A máquina de lavar roupa precisa ser também de secar? Vai ver que, na hora de escolher o eletrodoméstico, a sua vida estará bem mais facilitada e ainda consegue poupar alguns euros.

Outra questão que deve ter em conta é que nem sempre o melhor modelo é o mais recente. Se vai substituir algum eletrodoméstico, é normal que queira ter as últimas novidades do mercado, no entanto, isso pode significar uma despesa bastante maior e sem necessidade. Isto porque a diferença de preços entre o modelo antigo e o novo pode ser bastante grande, mas as características e funcionalidades podem manter-se quase inalteradas. Assim, e se quer poupar algum dinheiro, opte pela versão anterior do eletrodoméstico que comprar, até porque, por norma, as lojas passam a vendê-las com desconto assim que sai uma versão nova.

Considerar a eficiência energética

A eficiência energética é um dos fatores de maior importância na compra de um eletrodoméstico. Isto porque irá influenciar a sua fatura da eletricidade ao final do mês e, dependendo da classe do equipamento, o aumento poderá ser irrisório ou significativo. Assim, antes de escolher o eletrodoméstico, verifique primeiro a etiqueta energética. Esta permite identificar os aparelhos mais eficientes, bem como fazer comparações entre equipamentos semelhantes, para que possa escolher os que consomem menos energia e têm um menor custo de utilização.

A escala da eficiência energética vai de D (menos eficiente) até A+++ (mais eficiente), sendo que quanto mais alta for a classificação, mais caro o eletrodoméstico vai ser. Por outro lado, a longo prazo, a poupança energética é maior: os equipamentos de classe A+++, quando comparados com os de classe A, podem consumir até menos 30% de energia e, no caso dos aparelhos de refrigeração, essa diferença pode chegar aos 60%. Assim, o ideal será investir num eletrodoméstico entre as classes A e A+++, até porque são as mais sustentáveis para o meio ambiente, mas, claro, tendo sempre em conta as suas necessidades e orçamento.

Comparar marcas e a sua credibilidade

A marca dos eletrodomésticos também é um fator importante a ter em conta - ou, aliás, a não ter em conta. A boa reputação de uma marca não quer dizer que todos os seus eletrodomésticos sejam os melhores para si e para as suas necessidades.

No que diz respeito a eletrodomésticos, há a tendência de considerar as marcas alemãs como as melhores. No entanto, não deve comprar os seus equipamentos confiando apenas neste aspeto. Antes de se decidir por uma marca pesquise na internet avaliações e opiniões de outros compradores e veja qual é a reputação do produto específico que quer comprar. Pode também pedir a opinião de familiares e amigos que já tenham tido experiência com a marca, por exemplo, ao nível do seu apoio ao cliente.

Saber qual é a garantia e a durabilidade do eletrodoméstico

O custo de um eletrodoméstico não está apenas no valor que pagamos por ele. Há que ter também em conta a possibilidade de avarias. É aqui que entra a garantia. Na União Europeia o prazo legal são dois anos, mas há fabricantes que o podem prolongar. Assim, informe-se primeiro sobre quanto tempo de garantia tem o eletrodoméstico que quer comprar, bem como o que é que ela inclui.

A partir de 2021 será mais fácil encontrar eletrodomésticos que durem mais e que sejam mais simples de reparar. Isto porque a Comissão Europeia aprovou um pacote de medidas que prevê que, a partir desse ano, todos os eletrodomésticos à venda sejam mais duráveis, amigos do ambiente e fáceis de reparar. Entre as medidas estão a garantia de haver peças de substituição para os equipamentos durante sete a 10 anos após a compra - e que devem ser entregues no prazo máximo de 15 dias - e de estas poderem ser montadas sem a necessidade de ferramentas especiais e sem o risco de danificar o equipamento. Além disto, os fabricantes devem garantir, igualmente, manuais de reparação para profissionais e consumidores. O objetivo destas normas é reduzir a pegada de carbono na Europa e diminuir os gastos dos europeus com a eletricidade. De acordo com a Comissão, estas medidas irão permitir uma poupança média de 150€ anuais em todos os lares europeus.