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Gestão de Risco

A gestão do risco tem como objectivo minimizar o eventual impacto negativo resultante da sua materialização, ao nível da empresa e dos seus stakeholders, bem como avaliar relações de retorno – risco tendo em vista a aplicação de soluções de hedging e de optimização do portefólio de negócios.

Com vista a manter o risco controlado - um dos pilares estratégicos do Grupo EDP - os órgãos de gestão da EDP acompanham atentamente os riscos inerentes às diversas actividades do Grupo.

A Gestão Empresarial do Risco, que engloba um conjunto de práticas de identificação, análise, avaliação, tratamento e reporte dos principais riscos, é parte integrante do estilo de gestão requerido pelo Grupo aos seus colaboradores, em linha com as boas práticas internacionais de governance do risco, em conformidade com os requisitos legais e regulatórios e correspondendo às expectativas e exigências dos stakeholders internos e externos do Grupo.
 

Conselho de Administração Executivo
No que se refere à gestão do risco, o Conselho de Administração Executivo (CAE) é apoiado pela Direcção de Gestão do Risco (DGR) e pelo Comité de Risco. Existe ainda uma estrutura matricial de coordenação funcional entre a DGR e os Risk Officers das Unidades de Negócio que dispõem dessa estrutura (as mais relevantes).
Cabe ao Conselho de Administração Executivo a aprovação das políticas de risco, a definição das estruturas de acompanhamento e a aprovação dos limites de risco a estabelecer.


Comité de Risco
O Comité de Risco reúne regularmente sob a égide do Conselho de Administração Executivo e é integrado por membros dos Conselhos de Administração ou representantes de diversas empresas do Grupo e ainda por directores corporativos, nomeadamente o Director da Gestão do Risco.
Compete ao Comité de Risco: monitorizar os riscos significativos e o perfil de risco do Grupo EDP; aprovar o modelo de relatórios periódicos a apresentar pelas unidades de negócio ou pela Direcção de Gestão do Risco, bem como o de outros mecanismos de reporte e monitorização dos riscos da EDP; aprovar ou definir recomendações sobre riscos significativos do Grupo EDP e sobre situações extraordinárias em termos de risco para apreciação pelo CAE; emitir recomendações sobre políticas, procedimentos e limites de risco para o Grupo EDP, para apreciação e aprovação pelo CAE.

No âmbito da Política Corporativa de Gestão Empresarial de Risco da EDP é exigido que todos os riscos relevantes sejam identificados e geridos, e clarificado em que empresas está localizada a sua gestão, bem como a cadeia de responsabilidades  envolvida.
Como ferramenta de suporte ao risk assessment, é utilizado o Portal de Risco EDP, aplicação informática que concentra informação relativa a identificação, análise, avaliação, medidas de mitigação e monitorização de riscos relevantes relacionados com as actividade do Grupo EDP, para além de permitir a sua divulgação transversal no seu universo de empresas. Desta forma facilita-se o Benchmarking dos riscos e da respectiva gestão e controlo em áreas homólogas das empresas do grupo, o que permite a partilha de Best Practices.
O Portal de Risco EDP, actualizado periodicamente pelos responsáveis dos riscos, é consultável por colaboradores autorizados, nomeadamente a Alta Direcção, possibilitando o conhecimento, de forma expedita, de riscos relevantes do Grupo EDP e de cada empresa em cada momento, o seu impacte e o modo como está a processar-se a sua gestão e controlo e as melhorias em curso neste domínio.
 

Os Riscos a que está exposta a EDP são os típicos das utilities de electricidade e gás, designadamente:
• Riscos de Negócio: relativos ao crescimento sustentável da actividade, nomeadamente no equilíbrio entre energia e ambiente por meio da promoção da eficiência dos consumos, de soluções de redes inteligentes e da descarbonização da produção da electricidade; inclui o risco regulatório;
• Riscos de Mercado: relacionados com preços e volumes de electricidade e outras commodities, taxas de câmbios e de juro;
• Riscos Operacionais: este é o grupo com a maior diversidade, englobando desde equipamentos e processos a falhas humanas, sem esquecer outras matérias como a prevenção e segurança e o risco legal e de contencioso;
• Riscos de Crédito: neste grupo incluem-se os riscos de incumprimento de clientes e de contrapartes.

A avaliação integrada do nível de risco do Grupo é feita por meio do modelo de análise bottom up  designado por  Cash Flow at Risk, o qual  permite a avaliação da incerteza associada ao valor de EBITDA (ou outra grandeza, como por exemplo o FCF – Free Cash Flow at Risk), bem como da eficácia das estratégias de hedging adoptadas.
Complementarmente é utilizado um modelo top down que se baseia na evolução das cotações das acções e na previsão dos valores de “beta” de cada unidade de negócio, o qual visa a determinação do risco associado aos activos e ao capital próprio, como ainda a comparação com outras empresas do sector.


Gestão de Energia
Nesta área procede-se sistematicamente à monitorização do valor da “ Margem em Risco” das diferentes posições, nomeadamente combustíveis, licenças de CO2, e energia eléctrica, comparando-o e ajustando-o para os limites estabelecidos. Para o efeito utiliza-se a nível Ibérico um modelo designado por MUR + (Modelo Unificado de Risco).


Área Comercial
A EDP avalia o risco de mercado de clientes no regime liberalizado, de um modo sistemático e integrado, por meio do cálculo do "Cash Flow at Risk", tendo em conta os perfis de consumo e a volatilidade dos preços de mercado, como ainda o fecho de posições com a produção própria em mercado livre e contratos de fornecimento de gás. A informação obtida é utilizada na definição de preços e maturidades a praticar a clientes, quer em novos contratos, quer na sua renovação, e para o hedging da margem.