O SEGURO DE SAÚDE É GERALMENTE MAIS ABRANGENTE MAS TAMBÉM MAIS CARO. JÁ O PLANO DE SAÚDE, APESAR DE MAIS LIMITADO, TEM OUTRAS VANTAGENS. CONHEÇA AS DIFERENÇAS PARA FAZER A MELHOR ESCOLHA.

Cada vez mais portugueses consideram alternativas ao serviço público de saúde, mas na hora de pensar investir na saúde, a maior parte das pessoas depara-se com algumas dúvidas:

  • Quais são as diferenças entre um plano de saúde e um seguro de saúde?
  • Quanto vou pagar e quais os principais benefícios?
  • Qual é a modalidade mais vantajosa para mim e para a minha família?

Apesar de à primeira vista parecerem bastante idênticos, estas alternativas apresentam algumas diferenças que deverá conhecer na hora de escolher para que se adequem aos seus objetivos, perfil e orçamento anual que dispõe para acesso aos cuidados de saúde.

Como ponto de partida, é relevante responder a algumas questões como:

  • Qual é o seu orçamento que dispõe para adquirir um seguro ou plano de saúde?
  • Quais os encargos com saúde que tem, em média, anualmente? E qual a expectativa de evolução destes custos nos próximos anos?
  • Pretende ter um serviço que cobre a maioria das situações de emergência ou apenas consultas médicas e exames?

Após uma breve reflexão sobre as questões enunciadas, vamos ajudá-lo a definir o que melhor se adapta a si. Conheça aqui o que oferece um e outro produto, e tome uma decisão mais informada.

O QUE É UM SEGURO DE SAÚDE E COMO FUNCIONA?

Um seguro de saúde tem por base um contrato assinado entre o tomador e a seguradora. Neste contrato, a seguradora compromete-se a cobrir todos os riscos contratualmente previstos, associados à saúde do segurado, cobrindo total ou parcialmente os custos que o tomador incorra com os cuidados de saúde que necessite.

Os seguros têm normalmente associada uma maior abrangência de coberturas, quando comparadas com os planos de saúde, que raramente disponibilizam coberturas de hospitalização. Os segurados procuram uma segurança adicional que lhes permita economizar sempre que necessitem inesperadamente de recorrer diretamente a um prestador de saúde, com ou sem acordo direto com a seguradora.

Todas estas condições variam claro com os diferentes produtos comercializados pelas seguradoras, sendo o valor mensal, trimestral, semestral ou anual que paga pelo seu seguro - o chamado prémio - a principal variável responsável pelos diferentes níveis de cobertura abrangidos pela sua apólice de seguro.

Por norma vendidas em pacote, as coberturas e capitais associados ao seu seguro são sempre determinadas pelo valor do prémio que paga. Claro que quanto maior for o valor do prémio, mais serão as coberturas incluídas na sua apólice de seguro. Pode também adicionar a este pacote coberturas adicionais, como por exemplo a estomatologia ou o parto, as mais comuns, sendo que estas irão também influenciar o preço a pagar pelo prémio de seguro.

A idade é também uma variável que poderá agravar o prémio do seu seguro, uma vez que os indivíduos com uma idade mais avançada estão expostos a um maior risco de problemas de saúde, pelo que tendencialmente pagarão um prémio de seguro de saúde mais elevado.

Como funciona o pagamento das despesas médicas?

O pagamento das despesas médicas assenta em duas modalidades distintas:

  • Acordo direto: caso a seguradora/comercializador tenha acordo direto com o prestador de saúde, poderá beneficiar de uma subvenção direta (ou seja, uma espécie de desconto imediato) no preço dos atos médicos, podendo até serem gratuitos.
  • Reembolso das despesas: caso a seguradora não tenha acordo com o prestador do serviço de saúde, terá de pagar a totalidade do valor dos atos médicos ao prestador de saúde, sendo depois comparticipado pela seguradora/comercializador no valor que lhe é devido, desde que garanta o envio do comprovativo da despesa à seguradora/comercializador que posteriormente procederá à comparticipação devida. Através desta modalidade, não precisa de escolher um prestador de saúde convencionado.

A modalidade de pagamento e o preço a pagar ao prestador variam de acordo com o capital seguro em cada cobertura ou com a percentagem máxima de comparticipação.

Assim, imagine que tem como capital disponível para consultas um valor de 1.000 euros. isto significa que, durante um ano, tem a totalidade deste montante para cobrir as despesas relativas às suas consultas.

Por outro lado, a modalidade de copagamento define a percentagem da comparticipação do seguro/plano – por exemplo, 40% para um máximo de 100 euros. Assim, caso necessite de realizar uma consulta no valor de 100 euros por exemplo, a seguradora só vai comparticipá-lo em 40 euros.

E as franquias, como se processam?

Na maioria dos seguros, de saúde e não só, existe quase sempre uma franquia, que representa o valor mínimo que fica exclusivamente a cargo do tomador do seguro. Ou seja, se a franquia do seu seguro é de 60 euros, terá de gastar, pelo menos, este valor, antes de receber qualquer reembolso ou comparticipação que figure no seu contrato. Esta é uma das grandes desvantagens do seguro de saúde face ao plano de saúde.

O que significa o período de carência?

Outra grande desvantagem dos seguros face aos planos de saúde, o período de carência é o prazo durante o qual algumas das coberturas não produzem efeito, após contratar o seguro.

Imagine que, ao contratar a apólice de seguro, necessita de uma intervenção médica (exemplo: colocar um aparelho de correção dentária) cujo período de carência é de três meses. Neste caso já não conseguirá realizar a intervenção ao abrigo da apólice de seguro, uma vez que terá de esperar pelo menos três meses para desbloquear esta cobertura.

As doenças pré-existentes podem ser também muitas vezes exclusões aplicáveis às coberturas do seguro, condição variável de acordo com a apólice de seguro contratada. Caso tenha uma doença conhecida pela seguradora na altura da contratação da apólice de seguro, a seguradora poderá recusar qualquer intervenção ao abrigo da apólice de seguro.

PLANO DE SAÚDE: O QUE É E COMO FUNCIONA?

Um plano de saúde é menos abrangente que um seguro de saúde, mas é mais fácil de subscrever e tem geralmente custos associados bastante mais baixos.

O plano de saúde funciona como um cartão de descontos em cuidados de saúde com utilização limitada a uma rede de prestadores convencionada pela comercializadora que escolher.

Quando comparado a um seguro de saúde, as limitações de utilização apresentadas são geralmente menores uma vez que não se aplicam períodos de carência, limites de idade, exclusões por doenças pré-existentes, franquias ou necessidade de autorização e copagamentos (condições que poderão variar de acordo com o plano escolhido)

O pagamento da subscrição do plano de saúde é mensal e por norma mais reduzido que um seguro e garante o atendimento médico-hospitalar, sem limites de utilização, na rede convencionada a preços protocolados.

Em resumo, um plano de saúde é uma opção mais simples, rápida e económica para ter acesso a descontos em cuidados de saúde. Como principais desvantagens, apenas funciona numa rede convencionada e as coberturas não são tão completas como um seguro de saúde.

Contudo, existem planos de saúde com redes médicas muitíssimo alargadas, que dão resposta a quase todos os tipos de necessidades de saúde. E com descontos muito significativos nos atos médicos.


SEGURO OU PLANO DE SAÚDE. QUAL DEVO ESCOLHER?

Como quase tudo na vida, não existe uma resposta cabal a esta resposta – dependerá sempre da sua realidade, daquilo que procura e do seu orçamento disponível.

Antes de tomar esta decisão, compare primeiro as características de cada um dos produtos e analise quais as melhores coberturas para o seu caso em particular. Peça simulações em todas as seguradoras e operadoras disponíveis no mercado. Pode ver aqui as condições de um plano de saúde e pedir esclarecimentos.

Mas para ter alguma orientação, deixamos aqui algumas pistas sobre casos em que poderá fazer mais sentido optar por um plano de saúde e outros em que um seguro poderá ser a melhor opção.

Deverá optar por um plano de saúde se:

  • Procurar uma solução mais simples e barata para reduzir as suas despesas com atos médicos fora do Serviço Nacional de Saúde
  • Tiver um baixo orçamento disponível para investir
  • Tiver mais de 60 anos e nunca tiver tido um seguro de saúde
  • Privilegiar mais os descontos em consultas e exames do que a cobertura para cenários de internamento (como hospitalizações para cirurgias ou até parto)
  •  Quiser uma solução sem franquias
  • Quiser uma solução que possa usar rápida e imediatamente após contratar o serviço

Deverá optar por um seguro de saúde se:

  • Estiver disposto a gastar mais dinheiro por um seguro
  • Pretender um serviço mais abrangente e completo, que contemple, além das consultas médicas, hospitalização e a cobertura de outras situações mais específicas
  • Conseguir ter um seguro de saúde através do seu trabalho, com condições favoráveis

No entanto, realçamos que os pontos acima não se aplicam a toda a gente (e não são recomendações), pelo que deve fazer a sua análise e perceber qual é a melhor solução para si.

Se pretender contratar um seguro de saúde, deverá contactar diretamente uma entidade seguradora para avaliar as condições.

Contudo, se optar por um Plano de Saúde, fale connosco. Temos para si um Plano de Saúde com condições exclusivas – até 40% de desconto em exames, consultas a 25€, entre muitas outras vantagens - numa rede médica de mais de 32.000 parceiros de norte a sul do país. Veja aqui o EDP Saúde.