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Passos para aumentar a potência no condomínio

A necessidade de aumentar a potência elétrica no condomínio é, hoje, uma realidade para muitos moradores que querem carregar o carro elétrico no condomínio de forma segura e sem falhas.

Com mais equipamentos ligados em simultâneo, a infraestrutura elétrica de muitos prédios, sobretudo os mais antigos, começa a mostrar limitações.

O crescimento da mobilidade elétrica em Portugal trouxe novas exigências às garagens coletivas, onde a potência disponível nem sempre acompanha a procura. Nestes casos, surgem dúvidas comuns sobre se a instalação suporta carregadores, se é possível reforçar a potência e quem deve tratar do processo.

Ao longo deste guia, explicamos quando é necessário aumentar a potência, como funciona o processo técnico e quais são os passos práticos para preparar o condomínio para o futuro elétrico, incluindo soluções de mobilidade elétrica para condomínios.

Por que é necessário aumentar a potência elétrica?

A decisão de aumentar a potência elétrica no condomínio surge, geralmente, quando a potência disponível deixa de ser suficiente para responder às novas necessidades do edifício, em especial ao carregamento de veículos elétricos em garagens comuns.

Diferença entre potência contratada e potência necessária

Quando se fala em aumento de potência na EDP, é comum confundir dois conceitos distintos.

A potência contratada, expressa em kW ou kVA, corresponde à capacidade máxima instantânea que a instalação pode utilizar em simultâneo, tal como definida no contrato de fornecimento de energia.

Já a potência necessária representa a potência instantânea exigida pelos equipamentos instalados no prédio a funcionar ao mesmo tempo. É esta potência que determina quantos equipamentos podem operar simultaneamente sem sobrecarregar a instalação.

Se a potência necessária for superior à contratada, mas ainda estiver dentro dos limites técnicos da instalação, o condomínio pode pedir um ajuste simples.

Potência máxima admissível (PMA) da instalação do condomínio

A Potência Máxima Admissível (PMA) é o limite técnico da instalação elétrica do prédio. Mesmo que o condomínio queira contratar mais potência, esse aumento só é possível se não ultrapassar a capacidade da infraestrutura existente.

Quando a potência pretendida é:

Este ponto é crítico em condomínios, porque a PMA não depende apenas de uma fração, mas da instalação elétrica do prédio como um todo.

Limitações em condomínios com várias garagens e carregadores

Em edifícios com várias garagens, a instalação de carregadores individuais multiplica rapidamente o consumo.

Mesmo carregadores considerados “lentos” exigem potência contínua durante várias horas, o que pode levar a picos simultâneos elevados.

Sem uma otimização de potência e sem avaliar corretamente a potência necessária, o resultado pode ser:

  • quedas frequentes de energia;
  • carregamentos interrompidos;
  • impossibilidade de ligar novos carregadores.

É por isso que a mobilidade elétrica em condomínio deve ser pensada como um projeto coletivo, e não como decisões isoladas por fração.

Impacto na segurança e na eficiência do carregamento

Ignorar a necessidade de aumentar a potência pode comprometer não só a eficiência do carregamento, mas também a segurança da instalação elétrica e as sobrecargas prolongadas aumentam o risco de disparo de proteções e de degradação da infraestrutura.

Ao garantir uma potência adequada para carregadores elétricos, o condomínio assegura:

  • carregamentos mais rápidos e estáveis;
  • menor risco elétrico;
  • melhor preparação para futuras necessidades energéticas.

Etapas do processo de aumento de potência

O processo para aumentar a potência elétrica no condomínio segue um fluxo técnico bem definido, regulado pela E-REDES e pelas normas da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Abaixo explicamos o processo essencial, desde a avaliação inicial até à ligação final.

1. Avaliação técnica e proposta

O primeiro passo passa sempre por uma avaliação técnica realizada por um técnico credenciado.

Nesta fase, é analisada a instalação elétrica do prédio, a potência atualmente disponível e a potência necessária para suportar os carregadores e restantes equipamentos.

Esta análise inclui:

  • verificação da infraestrutura elétrica existente;
  • cálculo da potência necessária para o carregamento simultâneo;
  • avaliação da capacidade da instalação face à mobilidade elétrica no condomínio.

No final, o técnico entrega um relatório de avaliação e uma proposta de orçamento, documentos que devem ser apresentados e aprovados em assembleia de condóminos antes de avançar para as etapas seguintes.

2. Pedido de viabilidade e aumento de potência (PLR/PMA)

Quando o objetivo é aumentar a potência elétrica no condomínio para um valor superior à potência máxima admissível (PMA) da instalação, é obrigatório avançar com um PLR – Pedido de Ligação à Rede junto da E-REDES. 

O PLR (Pedido de Ligação à Rede) é o processo técnico através do qual a E-REDES avalia se a rede elétrica existente suporta a nova potência pretendida e define as condições necessárias para a ligação ou reforço da instalação, incluindo eventuais intervenções no ramal.

Nestes casos, o pedido é submetido através do Balcão Digital da E-REDES, normalmente pelo técnico responsável. Para o pedido de viabilidade e de aumento de potência, é necessário entregar:

  • ficha eletrotécnica assinada pelo técnico responsável;
  • planta de localização do edifício;
  • documentação do prédio (caderneta predial ou certidão permanente);
  • declaração de autorização de terceiros, quando aplicável.

Após a submissão, a E-REDES comunica os encargos iniciais. Depois do pagamento, analisa as condições de ligação à rede elétrica e, num prazo médio de 15 dias úteis, envia o orçamento, que pode incluir reforços no ramal ou adaptações na infraestrutura do prédio.

Este processo enquadra-se nos pedidos oficiais de ligação e reforço da rede elétrica e é obrigatório sempre que a potência requisitada seja superior aos limites técnicos existentes.

3. Execução da obra e certificação

Após a aprovação do orçamento, avança-se para a fase de execução, sendo essencial distinguir as responsabilidades entre o condomínio e a E-REDES no aumento de potência elétrica no condomínio.

Todas as alterações à instalação elétrica do prédio, ou seja, os trabalhos depois da portinhola (quadros elétricos, cablagens e pontos de utilização), são sempre da responsabilidade do cliente, normalmente o condomínio, e devem ser executadas por um técnico ou empreiteiro qualificado, com submissão da respetiva Ficha Eletrotécnica.

Já o reforço do ramal de ligação à rede, correspondente aos trabalhos antes da portinhola, é habitualmente da responsabilidade da E-REDES, embora em alguns casos possa ser executado pelo cliente através de um empreiteiro credenciado, conforme as condições definidas.

Concluídas as obras, é obrigatória a certificação da instalação elétrica por uma entidade inspetora reconhecida pela DGEG. 

Só após esta certificação é que a E-REDES atribui o Código de Ponto de Entrega (CPE), permitindo ao condomínio avançar com o novo contrato e com o carregamento regular dos veículos elétricos.

Quem deve fazer o pedido e quem suporta os custos?

Para não haver nenhum tipo de problema relacionado, tome nota do que deve considerar.

Responsabilidade do administrador ou do condomínio

Sempre que há impacto nas partes comuns, a responsabilidade recai sobre o condomínio, normalmente através do administrador, após deliberação em assembleia.

O administrador tem um papel central:

  • recolhe a informação técnica,
  • solicita avaliações e orçamentos,
  • garante que o processo cumpre os requisitos da ligação à rede elétrica.

Nos casos onde o aumento de potência beneficia várias frações ou prepara o edifício para a mobilidade elétrica em condomínio, a decisão deve ser formalizada em ata.

Custos típicos associados ao aumento de potência

Os mais comuns incluem:

  • estudo e avaliação técnica da instalação
  • elaboração ou atualização do projeto elétrico do prédio
  • encargos iniciais e taxas de ligação à rede
  • custos de obra e certificação elétrica

Estes valores não são fixos e dependem da potência pretendida, do estado da infraestrutura e da necessidade de reforço do ramal. Para ajudar, pode consultar um orçamento exemplo de um pedido de ligação à rede.

Caso pretenda saber mais, faça a sua própria simulação.

Inclusão dos custos no orçamento do condomínio

Quando o reforço da potência tem um impacto estrutural e beneficia o edifício todo, é prática comum que os custos sejam incluídos no orçamento do condomínio e repartidos entre moradores.

  • diluir o investimento;
  • preparar o prédio para futuros pedidos de carregamento de veículos elétricos;
  • evitar soluções improvisadas ou tecnicamente arriscadas.

Dicas para preparar o condomínio

Com alguma organização prévia, o processo torna-se mais simples e estas dicas poderão ser úteis.

  • Preparar a assembleia e aprovar o relatório técnico: A apresentação de um relatório técnico claro, acompanhado de um orçamento detalhado, ajuda a enquadrar a necessidade do aumento de potência e a explicar porque a intervenção é relevante para o futuro do edifício.
  • Garantir técnico credenciado e autorizações necessárias: A avaliação profissional é indispensável para dimensionar corretamente a potência para carregadores elétricos e para assegurar que toda a documentação exigida pela E-REDES está conforme.
  • Verificar a capacidade da infraestrutura existente: Em alguns casos, a otimização de potência e uma melhor gestão da carga permitem responder às necessidades iniciais sem reforços imediatos; noutros, o aumento da potência máxima admissível é inevitável.

Além disso, caso procure uma avaliação técnica personalizada, a EDP disponibiliza soluções especializadas de mobilidade elétrica para condomínios que ajudam a avaliar cenários, necessidades de potência e enquadramento técnico. No entanto, a EDP não efetua diretamente os pedidos de aumento de potência, sendo necessário recorrer a empresas e técnicos credenciados para esse efeito.

Chegou a hora de aumentar a potência do seu condomínio?

O aumento da potência elétrica no condomínio deixou de ser um tema pontual e passou a ser uma necessidade real para muitos edifícios que querem acompanhar a evolução da mobilidade elétrica.

Se o seu condomínio está a dar os primeiros passos ou já enfrenta limitações elétricas, a melhor abordagem é informar-se e agir de forma preventiva.

Avalie as opções disponíveis para preparar a infraestrutura elétrica para o carregamento de veículos elétricos, com apoio especializado e soluções ajustadas à realidade do edifício.

Descubra a melhor solução para o seu condomínio aqui.

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