Conheça os aquecedores que consomem menos energia e encontre a opção mais económica para aquecer a sua casa no inverno, sem surpresas na fatura da eletricidade no final do mês.

Com a chegada do inverno e do tempo frio, regressam as preocupações com o aquecimento das casas. Em Portugal, esta é uma questão particularmente importante, uma vez que é sabido que as habitações, sobretudo as mais antigas, não estão preparadas para fazer face às baixas temperaturas. Isto mesmo ficou claro nos resultados obtidos no inquérito, realizado em 2022, pela Lisboa E-Nova - Agência de Energia e Ambiente de Lisboa - e pela AdEPorto - Agência de Energia do Porto - que demonstra que cerca de 40% dos participantes residentes em Lisboa e no Porto admitem sentir desconforto em relação à temperatura das suas casas durante o inverno. Além disso, cerca de 59% dos inquiridos em Lisboa e 47% no Porto identificam situações de ineficiência construtiva nas suas habitações, o que os leva a procurar por soluções para combater o problema.

Atualmente, são várias as opções para aquecer a sua casa e deixá-la mais confortável, mas no momento da escolha, surge sempre a mesma questão: quais são, afinal, os aquecedores que permitem deixar a casa mais quente, sem consumir demasiada energia? Descubra a resposta neste artigo e saiba ainda como prever o gasto mensal com o seu aquecedor.

Quais os aquecedores mais comuns?

Existem diversos aquecedores, diferenciando-se, sobretudo, no que diz respeito ao tipo de energia que consomem. Conheça connosco os mais comuns.

1. Ar condicionado

O ar condicionado é a opção superior no que diz respeito à eficiência energética. Apesar de possuir um custo inicial maior, este é um equipamento que compensa o investimento.

2. Aquecedores elétricos

Entram nesta categoria os aquecedores incandescentes, a halogéneo, os termoventiladores e os convectores. São pequenos e possuem um custo de aquisição baixo, tornando-se ideais para divisões mais reduzidas, porém não são opções eficientes (a quantidade de energia fornecida é proporcional à que o aparelho emite), dando origem a um consumo elevado.

3. Aquecedores a óleo

Os aquecedores a óleo são uma opção bastante conhecida pelos portugueses, destacando-se por serem relativamente baratos e fáceis de transportar. Contudo, demoram algum tempo a aquecer e não permitem uma regulação adequada de temperatura.

4. Aquecedores a gás

Os aquecedores a gás permitem um aquecimento rápido e homogéneo, contudo, são mais aconselháveis para espaços amplos e ventilados, pois têm como principal desvantagem a falta de segurança - libertam monóxido de carbono, um gás sem cor, nem cheiro, que implica risco de explosão e de inalação (e em casos mais graves, pode resultar em morte). Além disso, são pouco cómodos, havendo a necessidade de trocar a botija de gás ou de pagar por um serviço de entrega de garrafas, e podem contribuir para aumentar a humidade do ambiente.

Agora que já sabe quais são as opções mais comuns, caso pretenda conhecer em maior detalhe as diferenças entre os vários tipos de aquecedores que existem, pode ainda consultar o nosso guia completo de soluções de aquecimento.

Quais os aquecedores mais económicos?

Pode ser difícil encontrar uma resposta única e cabal para esta pergunta. No entanto, para chegar a uma conclusão, saiba que há alguns pressupostos a ter em conta e que ajudam a comparar as várias soluções de forma a tomar uma decisão adequada às suas necessidades.

  • Rapidez de aquecimento

Apesar de um dos critérios que a maioria dos consumidores tem em conta inicialmente ser o preço do equipamento, a verdade é que este fator pode perder relevância quando outros critérios são avaliados. Isto porque, feitas as contas, apesar de alguns aparelhos terem um custo inicial menor, podem acabar por ficar mais caros por demorarem mais tempo a aquecer totalmente uma divisão, por exemplo. Assim, no momento da escolha, deve ter em conta a rapidez com que o equipamento atinge a temperatura pretendida, ou seja, quanto tempo é que este precisa de estar ligado (logo, a consumir energia) até alcançar o seu objetivo.

  • Dimensão da divisão

Há que avaliar ainda a dimensão da divisão que pretende aquecer. Com efeito, os aparelhos mais baratos, normalmente, destinam-se a aquecer apenas certas divisões da casa (e não a casa toda) e de reduzidas dimensões, pois o calor sente-se sobretudo nas imediações do aquecedor. Isto acaba por levar à necessidade de adquirir vários aquecedores e tê-los a funcionar em simultâneo, com elevados gastos energéticos associados.

  • Eficiência energética

Somado a tudo, o principal fator que pesa na escolha de um aparelho de aquecimento é a eficiência do mesmo. E, neste caso, ainda que o investimento inicial seja mais elevado, não existem dúvidas: o ar condicionado é a opção mais eficiente. Estes equipamentos permitem uma boa distribuição de calor, grande controlo da temperatura e utilização programada com definição dos horários de funcionamento. Além disso, têm a capacidade não só de aquecer o ambiente no inverno, mas também de o arrefecer nos meses mais quentes, mantendo a casa à temperatura ideal ao longo de todo o ano sem precisar de outro equipamento de climatização. Para tomar a decisão mais acertada e encontrar a solução à sua medida.

Tendo, agora, todos os fatores na sua mão, construímos uma tabela com um resumo dos principais pontos que mencionámos para o ajudar na sua tomada de decisão. Ora veja:

quais-os-aquecedores-que-consomem-menos-energia-tabela-comparacao

Saiba como calcular os gastos mensais do seu aquecedor

É possível estimar o valor a pagar, por mês, tendo em conta o aquecedor que utiliza. Para dispor dessa previsão e saber com o que pode contar no final do mês - e escolher a melhor opção para si - faça o seguinte cálculo:

  • Consumo (kWh) = Potência (do aparelho) x Número de horas (ligado) / 1000
  • Valor gasto por mês = Consumo (kWh) x Preço do kWh de eletricidade EDP particulares x 30 dias

Exemplo:

  • Potência do aquecedor: 1500W
  • Tempo ligado por dia: 8 horas
  • Preço do kWh de eletricidade: 0,20 € (custo médio c/ IVA)

Consumo (kWh) = 1500W x 8 horas / 1000 = 12 kWh

Valor do gasto por mês (aproximado): 12 kWh x 0,20 € x 30 dias = 72 €

As contas acima pressupõem que os equipamentos estão ligados em contínuo, mas a verdade é que existe uma outra variável que pode ser acrescentada que é o fator “on-off”. Por exemplo, um aquecedor a óleo regulado para o nível 5 (tendo por base um aquecedor que permite a regulação com níveis de 1-9), vai ter um “on-off” de 50%, ou seja, vai estar 50% do tempo ligado e, nos restantes 50%, desligado.

Neste caso:

Consumo (kWh) = 1500 W x 0,5 x 8 horas / 1000 = 6 kWh

Valor do gasto por mês (aproximado): 6 kWh x € 0,20 x 30 dias = 36 €

Em oposição, para os termoventiladores ou aquecedores a gás, já não é considerado o “on-off”, isto é, o equipamento está sempre ligado. Mas para um ar condicionado, considera-se já um “on-off” de 40% (sendo que este irá sempre variar de acordo com a temperatura à qual está colocado e a própria temperatura ambiente do espaço).

Nota: Estes cálculos são apenas uma estimativa. O valor real pode variar de acordo com o tipo de aquecedor, o tempo de uso do equipamento e a potência.