Desempenho

Para análise do seu desempenho ambiental e gestão dos aspectos ambientais mais significativos, a EDP tendo em conta as suas partes interessadas estabelece indicadores ambientais que relata trimestral e anualmente no relatório de sustentabilidade elaborado de acordo com a Global Reporting Initiative.

Os combustíveis, juntamente com a água, constituem os principais recursos naturais utilizados nos processos de produção de eletricidade nas centrais termoelétricas, bem como na frota automóvel e em alguns edifícios administrativos. No caso específico das centrais, onde o consumo de recursos é mais relevante, observaram-se as seguintes quantidades:

Consumo de combustível na atividade de produção



Nota: "Gases residuais" Inclui gás de alto-forno, gás de coque, gás siderúrgico. 
Ao longo da última década, registou-se uma tendência globalmente decrescente do consumo de energia primária associada a estes combustíveis. Contudo, em 2015, o consumo aumentou significativamente (mais 56% que em 2014), justificado pela entrada da central termoeléctrica a carvão do Pecém (Brasil) no perímetro de consolidação do Grupo EDP e por um baixo índice de hidraulicidade na Península Ibérica (0,77), levando a uma maior utilização das centrais termoeléctricas nesta geografia. 2016, em contrapartida, foi um ano de forte hidraulicidade na Península Ibérica (1,33), que permitiu uma maior produção hidroeléctrica e, em consequência, um menor uso das centrais a carvão. Refira-se igualmente que, a partir de 2011, o custo da produção de energia eléctrica a partir do carvão, incluindo o preço das licenças de CO2, foi sempre inferior ao do gás natural, não permitindo a inversão da ordem de mérito das centrais a carvão para as de ciclo combinado a gás natural, apesar de estas últimas serem mais eficientes e menos emissoras de gases com efeito de estufa.


Consumo de energia primária (TJ) 




Para além destes recursos, as operações do Grupo EDP requerem a utilização de produtos químicos, com maior enfoque de utilização na área da produção de eletricidade, bem como óleos transversalmente a todas as atividades.

 

Consumo de produtos químicos


 


No âmbito do negócio do Grupo EDP recorremos, também, a consumos de energia elétrica que induzem emissões indiretas de CO2: consumos próprios das centrais, em parte supridos pela própria geração, consumos de electricidade em edifícios administrativos e os correspondentes às perdas nas redes de distribuição de electricidade.  

 

Os principais impactes ambientais resultantes da combustão de combustíveis fósseis em centrais termoelétricas são as emissões atmosféricas. A EDP tem investido na monitorização e minimização destes impactes nomeadamente através de processos de dessulfuração e desnitrificação nas centrais termoelétricas a carvão.

O controlo dos efluentes gasosos das instalações é efetuado através da monitorização em contínuo e realização periódica de medições de poluentes minoritários, tais como metais pesados e compostos orgânicos voláteis.

Atualmente todas as centrais termoelétricas a carvão do grupo EDP dispõem de sistemas de redução de emissões de SO2 e NOx.

    


     No caso da atividade de Distribuição de Gás, as principais emissões para a atmosfera são do tipo fugitivas, dado que as restantes são desprezíveis. Consideramos fugas fugitivas todas aquelas que resultam de roturas na rede e outras de evolução lenta, tais como micro-fendas ou fissuras que libertem gás natural.
As perdas causadas por rotura nas nossas condutas com origem em ação não prevista, por terceiros, na infraestrutura constituem uma variável exógena, que não gerimos. A quantidade de perdas é uma estimativa baseada nos princípios da mecânica de fluidos e nas propriedades termodinâmicas do gás. O nosso compromisso consiste em monitorizar e agir para diminuir as emissões.  

As centrais termoelétricas da EDP dispõem de instalações de tratamento dos efluentes líquidos para assegurar a qualidade da água rejeitada para o meio hídrico. 
 
O Grupo EDP procede à monitorização periódica da qualidade dos efluentes, de acordo com o previsto nas respetivas licenças ambientais e legislação em vigor. No caso particular de Soto Ribera, o meio de descarga é o Rio Nalón, que está declarado Lugar de Interesse Comunitário, assim os seus efluentes estão sujeitos a condições de temperatura e parâmetros físicos-químicos que garantem a não alteração do meio recetor.

Consulte a informação detalhada sobre a qualidade dos efluentes tratados e rejeitados nas centrais termoelétricas da EDP:

> 2016

> 2015

> 2014

> 2013

> 2012

> 2011
 

O impacte térmico da água de refrigeração das centrais termoelétricas da EDP é periodicamente monitorizado, de acordo com as características específicas de cada central e respetivas licenças ambientais. A termografia aérea e as medições efetuadas permitem verificar o cumprimento dos limites de temperatura estabelecidos.

 

A água é um recurso essencial para as operações do Grupo EDP, sendo utilizada para a produção de vapor nas centrais termoelétricas, produção de eletricidade através da turbinação de água, e para outras utilizações como, por exemplo, rega e consumo humano.

A EDP, reconhecendo a importância da gestão do recurso água, publicou em 2012 a Política de Gestão da Água. A redução da utilização deste recurso é um objetivo global do Grupo EDP que tem vindo a ser incluído nos programas ambientais das instalações. A utilização de torres de refrigeração, em todos os novos projetos, veio minimizar substancialmente este impacte, uma vez que reduz significativamente a quantidade de água captada e consequentemente rejeitada.

As variações que se verificam nas captações de água devem-se maioritariamente à maior ou menor produção das diferentes centrais térmicas em determinados períodos.

 
 Captação de água por fonte

 

O maior volume de captação de água é utilizado no processo de refrigeração das centrais térmicas. Nos circuitos abertos devolve-se a água praticamente na sua totalidade ao meio hídrico, enquanto nos circuitos fechados a água captada é necessária essencialmente para compensar a água evaporada nas torres de refrigeração.


As fontes de captação de água são diversas, no entanto verifica-se que aproximadamente 97,8% da água captada provém do oceano e é destinada às centrais termoelétricas a carvão de Sines (Portugal) e Aboño (Espanha). 


 

A elevada hidraulicidade registada em Portugal (+36% de produção hídrica, face a 2015) e a saída de operação do grupo 2 da Central Térmica Soto de Ribera em Espanha contribuíram para a redução do volume de água captado para os circuitos de refrigeração (-14% face a 2015), compensando o primeiro ano completo de produção da Central Térmica de Pecém, no Brasil.


Para além da água de refrigeração, consideram-se também como principais utilizações de água do Grupo EDP os consumos de água bruta e água para consumo humano, constituindo usos de água doce.

  
 

A saída de operação do grupo 2 da Central de Soto de Ribera em 2016 compensou o primeiro ano completo de produção da Central de Pecém, justificando a variação anual 2016-2015.
 

Em 2016, o Grupo EDP reciclou ou reutilizou 649.771 m3, incluindo os condensados nas instalações de cogeração.
 

A EDP responde, anualmente e desde 2008, ao CDP Water. Neste questionário, a EDP identifica a sua estratégia, objetivos, planos de gestão de água, riscos e oportunidades, e desempenho do Grupo EDP.

 

Consulte aqui a resposta da EDP ao CDP Water (PDF) 
 

A EDP realiza uma gestão de resíduos onde se procura continuamente a redução da produção na origem e a sua valorização.

Os resíduos gerados nas atividades da EDP são recolhidos e armazenados de forma diferenciada e encaminhados para operadores licenciados de gestão de resíduos, com os quais se contrata como destino final preferencial, os processos de valorização.

A Diretiva 2008/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, relativa aos resíduos, introduziu várias alterações à gestão de resíduos, destacando-se a definição do conceito de subproduto e quais as condições subjacentes a esta classificação. No âmbito da atividade de produção de energia do grupo EDP em 2010 foram reconhecidos pela autoridade competente como subprodutos as cinzas carvão, escórias de carvão (em Espanha), e gesso resultante da dessulfuração sempre que as suas características físico-químicas estejam em conformidade com a normalização existente. Assim, alinhada com a legislação em vigor a partir do ano de 2011 a EDP relata distintamente os resíduos e os subprodutos.



      2013            2014            2015            2016



De acordo com a Convenção de Basileia, a EDP limita o movimento transfronteiriço dos seus resíduos. A sua exportação é limitada a resíduos de PCB ou a situações acidentais, em que se verifica que o país onde o resíduo é gerado não dispõe da capacidade técnica/instalações necessárias para a sua eliminação.

De acordo com a legislação aplicada, os equipamentos contaminados com PCB com concentrações inferiores a 500 ppm mantêm.se até ao final da sua vida útil, estando, contudo, a EDP a antecipar a sua eliminação dando prioridade a este tipo de equipamentos no âmbito dos planos de substituição.

 

 

A EDP procede a campanhas pontuais de medição de ruído, com vista à verificação do cumprimento da legislação em vigor.

Na actividade de Distribuição tem sido dada uma atenção reforçada às acções de avaliação e controlo da qualidade do ambiente sonoro, uma vez que se localizam frequentemente na proximidade de zonas residenciais. 

A EDP têm vindo a aplicar medidas de isolamento acústico na construção de novas infra-estruturas.

A EDP, para além do integral cumprimento da legislação e regulamentação aplicáveis, acompanha sistematicamente o desenvolvimento dos estudos científicos nacionais e internacionais e adopta as recomendações das entidades mundiais de referência, em especial a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Leia o documento "A responsabilidade social da EDP face aos campos electromagnéticos

As nossas principais emissões para a atmosfera são de tipo fugitivo (ver “Emissões Atmosféricas”).
 

Até 2015, apenas contabilizávamos esta categoria de fugas. Em finais de 2016, a EDP Gás definiu o procedimento operacional "Cálculo das Emissões de Gases para a Atmosfera", com o objectivo de sistematizar as situações que possam ocorrer na libertação de gás natural para a atmosfera e estabelecer uma metodologia única, a aplicar por ambos os operadores de gás na Península Ibérica (Naturgás Energia e EDP Gás Distribuição), de estimação e cálculo dos gases emitidos devido a operações nas redes de gás natural, segundo as quatro categorias de emissões/fugas.
 

O nosso compromisso consiste em monitorizar e agir para diminuir as emissões. Os resultados finais mostram que a emissão para a atmosfera é baixa (0,003% do gás veiculado). Parte deste resultado advém do facto de a infraestrutura ser recente e ter sido construída com os melhores equipamentos e procedimentos disponíveis no momento.
 

Perdas técnicas de gás nas redes de distribuição

   

 


 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.