Desempenho

Para análise do seu desempenho ambiental e gestão dos aspectos ambientais mais significativos, a EDP tendo em conta as suas partes interessadas estabelece indicadores ambientais que relata trimestral e anualmente no relatório de sustentabilidade elaborado de acordo com a Global Reporting Initiative.

Os combustíveis, juntamente com a água, constituem os principais recursos naturais utilizados nos processos de produção de electricidade nas centrais termoeléctricas, bem como na frota automóvel.
A estratégia de crescimento sustentável adoptada pela EDP, traduzida pelo reforço das Renováveis, pelo descomissionamento progressivo das centrais a fuelóleo e gasóleo e pela aposta em centrais mais eficientes a gás natural, levou a uma redução significativa do consumo de energia primária associada aos combustíveis: -37% entre 2006 e 2010.

Consumo de energia primária (TJ)




Para além destes recursos, o processo de produção de eletricidade implica a utilização de produtos químicos cujo consumo anual em 2010 é sintetizado no quadro abaixo.


Consumo de Produtos Químicos nas centrais térmicas no ano 2010 (t)

Os principais impactes ambientais resultantes da combustão de combustíveis fósseis em centrais termoelétricas são as emissões atmosféricas. A EDP tem investido na monitorização e minimização destes impactes nomeadamente através de processos de dessulfuração e desnitrificação nas centrais termoelétricas a carvão.

O controlo dos efluentes gasosos das instalações é efectuado através da monitorização em contínuo e realização periódica de medições de poluentes minoritários, tais como metais pesados e compostos orgânicos voláteis.

Os sistemas de dessulfuração instalados nas centrais a carvão, permitiram uma redução de emissão específica de SO2 da produção térmica de 3,12 g/kWh, em 2007, para 0,42 g/kWh, no ano de 2010.


Evolução das emissões atmosféricas (kt)



Emissões específicas do parque térmico
NOx, SO2 e partículas (g/kwh)

As centrais termoeléctricas da EDP dispõem de instalações de tratamento dos efluentes líquidos para assegurar a qualidade da água rejeitada para o meio hídrico. 

Efluente tratado na atividade de produção (m3)
 
As centrais termoeléctricas da EDP efetuam monitorização em contínuo e análises regulares de parâmetros específicos dos respectivos efluentes líquidos tratados, de acordo com os métodos e periodicidade definido nas respectivas licenças de ambientais.

Consulte a informação detalhada sobre a qualidade dos efluentes tratados e rejeitados nas centrais termoeléctricas da EDP:
 
> 2010

> 2009


O impacte térmico da água de refrigeração das centrais termoeléctricas da EDP é periodicamente monitorizado, de acordo com as características específicas de cada central e respectivas licenças ambientais. A termografia aérea e as medições efectuadas permitem verificar o cumprimento dos limites de temperatura estabelecidos.

A redução do consumo de água é um objectivo global do grupo EDP e tem vindo a ser incluído nos programas ambientais das centrais termoeléctricas. A utilização de torres de refrigeração, em todos os novos projetos, veio minimizar substancialmente este impacte, uma vez que reduz muito significativamente a quantidade de água enviada para o meio aquático.

A maior captação de água é para utilização no processo de refrigeração das centrais térmicas. Nos circuitos abertos devolve-se a água praticamente na sua totalidade ao meio hídrico, enquanto nos circuitos fechados a água captada é necessária essencialmente para compensar a água evaporada nas torres de refrigeração. 

Água captada por fonte de origem (m3× 103)



Consumo de água de refrigeração (m3× 103)
 


As variações que se verificam nas captações de água devem-se maioritariamente à maior ou menor produção das diferentes centrais térmicas em determinados períodos.

Em 2007 e 2008, conseguiu-se uma redução significativa da captação de água de oceano em Portugal uma vez que foi instalado na central de Sines um programa de substituição do sistema de extracção de cinzas de fundos das caldeiras que era do tipo “húmido”, para um do tipo seco, projecto que foi concluído no ano de 2008. No ano 2009, a central de Sines aumentou a sua produção face aos anos anteriores, o que se reflecte no aumento da captação de água em 2009.

Em 2010 o Carbon Disclosure Project (CDP) convidou as maiores empresas do mundo para responderem a um questionário sobre gestão de água. Este questionário permite identificar estratégia, planos de gestão de água, riscos e oportunidades, assim como identificar quais as instalações/processos que estão em zonas de stress hídrico. A EDP respondeu ao Water Disclosure Project, onde relatou detalhadamente a gestão e desempenho em termos do consumo e uso de água.

Consulte aqui a resposta da EDP ao CDP Water Disclosure Project

A EDP realiza uma gestão de resíduos onde se procura continuamente a redução da produção na origem e a sua valorização.

Os resíduos industriais gerados nas actividades da EDP são recolhidos e armazenados de forma diferenciada e encaminhados para operadores licenciados de gestão de resíduos, com os quais se contrata como destino final preferencial, os processos de valorização.


Total de resíduos enviados para destino final (t)




Total de resíduos perigosos enviados para destino final (t)




Total de resíduos enviados para processos de valorização (%)




Principais categorias de resíduos (t)



Nas actividades de produção da EDP são geradas quantidades significativas de cinzas volantes e escórias, resultantes da combustão de carvão e fuelóleo nas centrais térmicas, e também de gesso, proveniente dos processos de dessulfuração instalados, tendo sido prática e sempre que possível, assegurar a sua valorização.

Foram já objecto de reclassificação como subproduto, por parte da autoridade competente, quer as cinzas volantes de carvão, que detêm certificação CE, quer, mais recentemente, o gesso, que viu reconhecido esse estatuto em finais de 2010. Assim, a partir de 2011 a EDP irá reportar discriminadamente resíduos e subprodutos.

Em convergência com o reconhecimento nacional, obteve-se também em 2010, o registo destas substâncias como subproduto no âmbito do Regulamento REACH (Registration, Evaluation, Authorisation and Restriction of Chemical Substances).

De acordo com a Convenção de Basileia, a EDP limita o movimento transfronteiriço dos seus resíduos. Apenas é permitida a exportação de resíduos de PCBs ou resíduos provenientes de situações acidentais em que a respectiva geografia não disponha da capacidade técnica e instalações necessárias para a sua eliminação.

Em 2010 conclui-se o programa de despistagem e eliminação de equipamentos contendo PCB superiores a 500ppm nas geografias europeias onde o Grupo EDP está presente.

No Brasil, a empresa EDP Bandeirante tem um plano de eliminação de todos os equipamentos contendo PCB a concluir em 20111.


Total de resíduos de PCB enviados para destino final (t)



 Nota 1: A legislação vigente no Estado de São Paulo onde a EDP Bandeirante opera é a Lei nº12.288 de 22 de Fevereiro de 2006 – DOE SP DE 23/02/2006

A EDP procede a campanhas pontuais de medição de ruído, com vista à verificação do cumprimento da legislação em vigor.

Na actividade de Distribuição tem sido dada uma atenção reforçada às acções de avaliação e controlo da qualidade do ambiente sonoro, uma vez que se localizam frequentemente na proximidade de zonas residenciais. 

A EDP têm vindo a aplicar medidas de isolamento acústico na construção de novas infra-estruturas.

A EDP, para além do integral cumprimento da legislação e regulamentação aplicáveis, acompanha sistematicamente o desenvolvimento dos estudos científicos nacionais e internacionais e adopta as recomendações das entidades mundiais de referência, em especial a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Leia o documento "A responsabilidade social da EDP face aos campos electromagnéticos


 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.