Iniciativas da EDP




A par com a sua Política de Biodiversidade, a EDP tem promovido e integrado várias iniciativas para a redução da perda de biodiversidade no mundo.

A EDP, em parceria com o CIBIO, iniciou em 2011 o projeto de reintrodução da águia-pesqueira em Portugal. Anualmente está prevista a transferência de 10 aves, durante um período de 5 anos, permitindo a recuperação da população reprodutora desta espécie, que deixou de nidificar no país no início do século XXI.

As primeiras 10 águias (5 da Suécia e 5 da Finlândia) chegaram a Portugal em julho de 2011,  permanecendo num espaço natural na albufeira da barragem do Alqueva, onde se desenvolveu o processo de habituação ao local, treino de voo e da capacidade de pescar. As águias iniciaram a sua migração para África na segunda quinzena de setembro, de onde se espera que regressem para nidificar dentro de dois ou três anos, aquando da sua maturação sexual, reconhecendo assim na região do Alqueva o seu local de origem. O processo implica a transferência de juvenis e não de aves adultas, de forma a facilitar a habituação ao local de libertação.

  Em julho de 2012, o Alqueva recebeu mais um grupo de juvenis. À semelhança do que aconteceu no ano anterior, as 11 aves transferidas este ano serão progressivamente libertadas e o seu desenvolvimento acompanhado pelos técnicos do projeto até ao momento da migração.

Portugal mantém condições de habitat muito favoráveis para a espécie, incluindo não só a costa rochosa que constituiu o seu último reduto como também algumas zonas húmidas estuarinas e albufeiras de barragens. A recuperação da águia-pesqueira nestas áreas é possível, mas passa necessariamente pela colheita de indivíduos em populações dadoras, onde a espécie não corre risco de extinção. Através da constituição de um núcleo reprodutor inicial no Alqueva será possível promover a recolonização progressiva das áreas históricas de ocorrência da espécie, como a costa rochosa alentejana.

O trabalho está a ser desenvolvido em parceria com a EDIA, a SAIP, a TAP e o ICNF, e em estreita colaboração com parceiros espanhóis, onde um projeto similar tem vindo a ser desenvolvido com elevado sucesso desde 2003.

Veja aqui o vídeo.   Poderá acompanhar o projeto no blog aguiapesqueira.wordpress.com.

Consulte aqui o relatório anual da Reintrodução da Águia-Pesqueira em Portugal que reporta a 2011, primeiro ano do projeto.

Com a constituição deste Fundo, a EDP pretende contribuir para o aprofundamento do conhecimento científico sobre os diferentes aspetos da biodiversidade, otimização da conservação e melhoria da dinâmica dos ecossistemas, com especial incidência nos domínios mais relevantes para o desenvolvimento das suas atividades empresariais, e privilegiando as regiões onde opera. É também objetivo do Fundo promover o diálogo e a partilha de conhecimentos, assim como práticas colaborativas entre diferentes instituições.
 
Desde 2007, o Fundo EDP para a Biodiversidade apoiou os seguintes projetos:

> Movimentos Locais e Regionais do Sisão:
- Elaboração de uma carta de risco de colisão com linhas aéreas de distribuição de energia para o Sisão, na região do Baixo Alentejo;

> BrioAtlas – Portugal: - Elaboração de um Atlas dos briófitos ameaçados de Portugal, com a identificação das áreas prioritárias para a sua conservação;

> Plano Nacional de Conservação da Lampreia-de-rio e da Lampreia-de-riacho:Elaboração de um Plano Nacional para a conservação destas duas espécies, definindo critérios de actuação e classificação das linhas de água prioritárias;

> Reserva da Faia Brava – um lugar para a Biodiversidade;
- Promoção da conservação da natureza visando a gestão sustentável de uma reserva natural privada, envolvendo ONG locais e a comunidade em geral;

> Investigação, Conservação e Divulgação da Biodiversidade dos Charcos Temporários (CHARCOScomBIO):- Desenvolvimento de uma rede de microreservas e de um programa educativo de âmbito nacional;

> Conservação e Valorização da Flora Endémica Ameaçada em Portugal:- Conservação de espécies de plantas raras e ameaçadas em Portugal, e seu aproveitamento, em especial em aplicações medicinais;

> Atlas das Aves Invernantes e Migradoras de Portugal:
- Promoção do conhecimento quanto à distribuição e abundância relativa de espécies de aves durante o período de migração pós-nupcial e de inverno, em todo o território nacional;

> Caracterização do património genético das árvores ribeirinhas autóctones:- Promoção da construção de conhecimento ao nível da biodiversidade genética das populações de espécíes arbóreas ribeirinhas autóctones, contribuindo para o sucesso das ações de conservação e restauro deste tipo de habitats;

> Findkelp – as florestas do fundo do mar:- Promoção do conhecimento das espécies de kelp (algas de grandes dimensões) e das que delas dependem, concretizada através de divulgação científica e da construção de directrizes de gestão substanciadas em instrumentos de participação pública;

> Cultibos Yerbas i Saberes: Biodiversidade, Sustentabilidade e Dinâmica em Tierras de Miranda:- Conservação do património etnobotânico, envolvendo as populações nas ações de gestão e conservação da biodiversidade;


As principais conclusões dos relatórios de progresso de cada um dos projectos que ainda não terminaram podem ser consultados nos Relatórios de Biodiversidade de 2009 e de 2010.

Os Relatórios Finais dos projetos já concluídos podem ser consultados no Browsedp.

Visite aqui o site dedicado a estes novos projectos e saiba mais sobre as medidas de minimização e/ou compensação associadas. 

O Projeto Aprender Biodiversidade é um Programa de diálogo sobre a biodiversidade direcionado às comunidades locais onde a EDP opera.

O projeto tem duas vertentes:

> Teórica - onde é comunicada a Importância da Biodiversidade assente em três pilares: O Homem enquanto ser bio-dependente; As causas da perda de biodiversidade e O que podemos fazer pela biodiversidade;

> Prática – dá corpo a ações de maior ou menor dimensão, mas grandiosas no valor acrescido contra a perda da biodiversidade.

É na componente prática que surge a atividade Recolher, Germinar, Plantar, enquanto ação piloto de envolvimento da comunidade escolar. As crianças participam ativamente em todo o ciclo das plantas, desde a recolha de sementes à germinação nas estufas da EDP e replantação no seu habitat de origem. Saiba mais sobre esta fase aqui.

Este projeto está a brotar com muito para contar...

Em 2009, a EDP tornou-se parceira da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) no Projecto LIFE Estepárias - Conservação da Abetarda, Sisão e Peneireiro-das-torres nas estepes cerealíferas do Baixo Alentejo, desenhado para promover a conservação na região do Baixo Alentejo de três aves estepárias ameaçadas: a Abetarda (Otis tarda), o Sisão (Tetrax tetrax) e o Peneireiro-das-torres ou Francelho (Falco naumanni). Estas espécies, de conservação prioritária, têm como principais fatores de ameaça a perda e fragmentação do seu habitat.

A colisão com linhas eléctricas e vedações e a eletrocussão nos apoios de postes de electricidade são outros fatores de perturbação que importa minimizar.

Participar neste projecto permite à EDP conhecer melhor a dinâmica dos ecossistemas da região, proteger linhas elétricas que se encontram dentro de áreas com uma elevada sensibilidade ecológica e incorporar os resultados obtidos em projetos futuros no país. Estão previstas correções em 40 km de linhas, aplicando as melhores tecnologias disponíveis, dos quais 6 km já se encontram em fase de implementação. Através da monitorização efetuada será possível avaliar a eficácia das intervenções realizadas.

Este projecto tem a duração de 4 anos, com conclusão prevista em 2012, e é co-financiado a 75% pelo "Programa LIFE - Natureza" da Comissão Europeia.

Informação adicional pode ser obtida em www.lifeesteparias.lpn.pt

A EDP apoia, desde 2009, a Cátedra EDP-Biodiversidade em parceria com a Fundação para a Ciência e Tecnologia e com a Universidade do Porto, com o objetivo de atrair para Portugal especialistas no domínio da Biodiversidade e Conservação da Natureza.

A cátedra visa promover o conhecimento científico associado aos impactes na biodiversidade relativos à produção de energia elétrica, para a minimização e monitorização dos mesmos.

Quatro principais linhas de ação:   Entre 2012 e 2014, os resultados da investigação da Cátedra EDP para a Biodiversidade deram origem às seguintes publicações e comunicações:
> 18 publicações (ou em fase de publicação) em revistas científicas da especialidade; Seis publicações e fase final de submissão;Dois capítulos de livros;21 apresentações em congressos;Organização do Congresso internacional da Rede LTER (Long Term Ecological Resaerch);> Website para divulgação do trabalho da Cátedra, aqui.  

 

 Protocolo de colaboração entre a EDP, o ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e Florestas), a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) e a Quercus, que visa melhorar a compatibilização entre as redes elétricas aéreas de alta e média tensão e a conservação das aves em Portugal, minimizando os impactes sobre a avifauna. São ações e objetivos deste projeto:

> Caracterização global dos impactes das linhas aéreas de alta e média tensão sobre a avifauna;

> Identificação e classificação das linhas e seus apoios segundo um índice de "perigosidade" para a avifauna, particularmente em Zonas de Protecção Especial (ZPE) e em Important Bird Areas (IBA);

> Introdução faseada de medidas de correção a definir, nas linhas existentes com impacte sobre a avifauna, de acordo com os resultados obtidos;

> Estabelecimento de um conjunto de soluções técnicas para a instalação das linhas futuras, de forma a prevenir ou reduzir os seus impactes negativos nas aves;

>
Monitorização das medidas implementadas, no âmbito deste Protocolo e em correções anteriores.
 
Os Protocolos Avifauna I (2003-2005) e Avifauna II (2006-2008) procederam à correcção de linhas de Alta e Média Tensão, em extensões de 86km e 40km, respectivamente, previamente assinaladas como impactantes pela sua localização em áreas consideradas perigosas para a avifauna. O Protocolo Avifauna III permitiu a correcção de cerca de 240km de linhas elétricas aéreas.

Os Protocolos Avifauna II (2006-2008) e Avifauna III (2009-2011) permitiram ainda desenvolver e aplicar um conjunto de soluções técnicas inovadoras na protecção da avifauna, no sentido de minimizar os resultados da mortalidade, tanto por colisão como por electrocussão.

  A experiência adquirida na aplicação de processos e materiais inovadores permitiu à EDP Distribuição a elaboração de um Guia Técnico com soluções corretivas normalizadas para futuras aplicações, bem como um Manual de Procedimentos para a remoção e transferência de ninhos de cegonha branca existentes em apoios da rede eléctrica.

Consulte o Protocolo ICNF/EDP e os Estudos de dispersão.


Pode ainda consultar algumas das recomendações para a construção de novas linhas áreas em áreas protegidas aqui.

 

As Nações Unidas declararam 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade.

Além da mobilização internacional para travar a perda da biodiversidade, esta efeméride pretende realçar a importância vital que o ambiente tem para o bem-estar humano e para a sua sobrevivência. As Nações Unidas estimam que o ritmo de extinções tem sido alarmante: mil vezes mais do que seria natural. “Esta perda é causada pelas atividades humanas e estima-se que seja agravada pelas alterações climáticas”, reforçou Ban ki-Moon, secretário-geral da ONU.

Consciente da importância vital deste tema, a EDP integra a Biodiversidade como um dos pilares estratégicos de gestão, actuando de forma muito pró-ativa e apoiando um conjunto de iniciativas a nível nacional, além da aposta na sensibilização e formação dos próprios colaboradores.

Veja aqui as iniciativas da EDP no contexto do Ano Internacional da Biodiversidade.

   european initiative on business and biodiversity A EDP assumiu o compromisso de promover iniciativas de avaliação, minimização e/ou compensação de impactes decorrentes da sua atividade, no âmbito da iniciativa Business & Biodiversity (B&B) promovida pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e inicialmente promovida pela Presidência Portuguesa da União Europeia, em 2007.

As iniciativas desenvolvidas neste âmbito foram:

> Estudo e execução de um "Plano de Recuperação de Emergência de três espécies de Aves Rupículas no Parque Natural do Douro Internacional";
 
> Apoio financeiro ao estudo nacional sobre "Impactes das alterações climáticas na biodiversidade", desenvolvido em conjunto com Espanha;

>
Estudo e execução de um "Plano de melhoria do estado de conservação dos peixes migradores e dos seus habitats, no troço jusante do Rio Cávado (entre a foz e o aproveitamente hidroelétrico de Penide)"
 
A informação sobre as iniciativas B&B está desenvolvida em baixo.

A EDP tem em curso um Protocolo de Colaboração com o objetivo de desenvolver um estudo sobre o impacte das alterações climáticas na biodiversidade em Portugal Continental.

Este protocolo foi estabelecido com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, com o CECAC - Comité Executivo da Comissão para as Alterações Climáticas, e com o Doutor Miguel Bastos Araújo, Investigador Principal do "Consejo Superior de Investigaciones Científicas" de Espanha e Investigador Associado do "Oxford University Centre for the Environment".

Com este estudo, pretende avaliar-se os impactes, a vulnerabilidade e a capacidade de adaptação às alterações climáticas de um conjunto de espécies da fauna de Portugal Continental, seleccionado com base no seu estatuto de ameaça e/ou proteção, e o seu papel essencial para a conservação do conjunto da biodiversidade. O estudo incluirá ainda a identificação, análise e avaliação de ações de minimização dos impactes das alterações climáticas.

Numa região de elevada sensibilidade ecológica e onde ocorrem alguns dos projetos de reforço de potência, a EDP viu neste projeto - PEAR - uma oportunidade para compensar impactes negativos das obras em curso, melhorando as condições de sobrevivência de três espécies em perigo.   O PEAR teve o objectivo de inverter o declínio de três espécies de aves rupícolas (aves que nidificam sobre afloramentos rochosos): a Cegonha-preta (Ciconianigra), o Britango ou Abutre do Egipto (Neophron percnopterus) e a Águia de Bonelli (Hieraaetus fasciatus), no Parque Natural do Douro Internacional.

Iniciado em Setembro de 2007, este projeto envolveu várias ONG e Associações Locais com vasta experiência de campo, e também o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), responsável pela sua coordenação científica.

Principais medidas do PEAR:

> Programa de alimentação artificial, durante 2 anos;

> Melhorias de habitat para presas, com a criação de 245 parcelas para sementeiras, em 7 territórios de Águias de Bonelli, e a abertura de 6 charcas;

> Reconstrução de 3 pombais tradicionais e manutenção de 11 já existentes;

> Repovoamento de presas, com construção de 3 cercados de coelho, dos quais um de reprodução;

> Programa de alimentação de abutres, com construção de um alimentador de abutres;

> Proteção de linhas eléctricas, num total de 14 km;

> Vídeo-vigilância de um ninho de cegonha preta;

> Programa de atração de águias, com construção de réplica de Águia de Bonelli;

> Envolvimento e sensibilização de comunidade locais;

> Disponibilização de duas viaturas todo-o-terreno;

> Divulgação do projeto.   Concluído no final de 2009, o PEAR, pelas medidas implementadas, beneficiou um vasto conjunto de espécies e habitats, além das espécies alvo de intervenção.

Paralelamente às ações diretas de recuperação e conservação, o PEAR contribuiu também para o estabelecimento de relações com entidades locais, como associações de caçadores, o que poderá contribuir para o sucesso futuro das medidas de conservação aplicadas.


 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.