A construção de novos aproveitamentos hidroeléctricos, principalmente com recurso a albufeira, leva à inundação de terrenos de vários tipos de uso. A supressão irreversível das galerias ripícolas de elevado valor ecológico, a consequente fragmentação dos habitats e a alteração dos regimes de caudais, causando potenciais perturbações nos ecossistemas aquáticos, são os impactes mais significativos. Na zona da albufeira, os sistemas lóticos (águas correntes) são substituídos por sistemas lênticos (águas paradas), o que leva a um reajuste/substituição das espécies residentes. Ao longo do troço do rio, onde foi construída a barragem, as espécies migradoras de peixes são normalmente as mais afectadas.
O que fazemos
> Promovemos medidas para um novo equilíbrio de ecossistemas, tirando partido das condições favoráveis a algumas espécies, criadas pela albufeira, como a maior disponibilidade de alimentos.
> Promovemos medidas compensatórias, como a recuperação de linhas de água degradadas e a construção de pequenos açudes de estabilização de altura de água.
> Promovemos medidas compensatórias para a fragmentação de habitat, como a melhoria da qualidade dos habitats vizinhos, de modo a garantir as dimensões suficientes para a sobrevivência local das espécies afectadas. A EDP tem vindo a adoptar estas medidas nos novos projectos hidroeléctricos.
> Promovemos medidas compensatórias como a desova artificial e a recuperação de linhas de água a jusante. A EDP tem escadas de peixes em muitos aproveitamentos, tem vindo a promover medidas compensatórias associadas às espécies migratórias e tem em curso a construção de escadas de peixes e estudos que visam a melhoria das existentes.
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