Impactes na Biodiversidade

Os impactes ambientais das nossas actividades são avaliados nas diferentes fases dos empreendimentos. A biodiversidade é uma das variáveis consideradas nos projectos de produção de energia eléctrica e, nos projectos de distribuição de energia eléctrica, se estes estiverem inseridos em zonas de elevada sensibilidade ecológica. A distribuição de gás está fora do âmbito de análise dos impactes na biodiversidade, uma vez que a EDP detém esta actividade apenas em zonas urbanas.

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No que respeita à biodiversidade, damos especial atenção à construção de novas centrais hidroeléctricas. Esta construção leva à inundação de terrenos e à alteração dos regimes de caudais causando perturbações nos ecossistemas aquáticos. Na zona da albufeira, os sistemas lóticos (águas correntes) são substituídos por sistemas lênticos (águas paradas), o que leva a um reajuste/substituição das espécies residentes. Ao longo do troço do rio onde foi construída a barragem, as espécies migradoras de peixes são normalmente as mais afectadas.

Os impactes ambientais das centrais termoeléctricas afectam a biodiversidade de forma mais pontual ou indirecta. À escala global, as alterações climáticas são consideradas o principal factor de ameaça da biodiversidade. Para minimizar o seu efeito, a empresa adopta uma estratégia de redução de CO2. À escala regional e local, as centrais termoeléctricas têm regulamentação muito apertada para garantir que não é excedida a capacidade de carga dos meios receptores, nomeadamente no que respeita às emissões acidificantes (responsáveis pelas chuvas ácidas) e às emissões para o meio hídrico.

Na produção eólica, os impactes na biodiversidade são localizados e reduzidos, mas conferimos-lhes uma especial atenção por esta ser uma actividade em grande expansão sendo necessário considerar os impactes cumulativos. A localização dos parques, na maioria das vezes em zonas remotas, exige a abertura de novos acessos, que por sua vez atraem as populações, aumentando a perturbação dos ecossistemas até então isolados. Os principais impactes directos na biodiversidade advêm da colisão de aves e morcegos nas pás das turbinas.

 
Distribuição de energia eléctrica:
 
A expansão da rede de distribuição de energia eléctrica está muito dependente do planeamento urbano. À medida que crescem as áreas de construção em zonas com estatuto de protecção da natureza, aumenta também o número de quilómetros de linhas que terão de ser construídas nessas zonas. Os principais impactes na biodiversidade decorrentes da actividade de distribuição de energia eléctrica resultam da colisão e da electrocussão de aves, na península ibérica, alargando-se estes impactes a outras espécies de fauna, como o macaco Sagui-de-cara-branca (Callix geoffroyi), no Brasil.
 
  
Produção de energia eléctrica:
  
A expansão da rede de distribuição de energia eléctrica está muito dependente do planeamento urbano. À medida que crescem as áreas de construção em zonas com estatuto de protecção da natureza, aumenta também o número de quilómetros de linhas que terão de ser construídas nessas zonas. Os principais impactes na biodiversidade decorrentes da actividade de distribuição de energia eléctrica resultam da colisão e da electrocussão de aves, na península ibérica, alargando-se estes impactes a outras espécies de fauna, como o macaco Sagui-de-cara-branca (Callix geoffroyi), no Brasil.