Impactes na Biodiversidade

Os impactes ambientais das nossas actividades são avaliados nas diferentes fases dos empreendimentos. A biodiversidade é uma das variáveis consideradas nos projectos de produção de energia eléctrica e, nos projectos de distribuição de energia eléctrica, se estes estiverem inseridos em zonas de elevada sensibilidade ecológica. A distribuição de gás está fora do âmbito de análise dos impactes na biodiversidade, uma vez que a EDP detém esta actividade apenas em zonas urbanas.

A construção de novos aproveitamentos hidroeléctricos, principalmente com recurso a albufeira, leva à inundação de terrenos de vários tipos de uso. A supressão irreversível das galerias ripícolas de elevado valor ecológico, a consequente fragmentação dos habitats e a alteração dos regimes de caudais, causando potenciais perturbações nos ecossistemas aquáticos, são os impactes mais significativos. Na zona da albufeira, os sistemas lóticos (águas correntes) são substituídos por sistemas lênticos (águas paradas), o que leva a um reajuste/substituição das espécies residentes. Ao longo do troço do rio, onde foi construída a barragem, as espécies migradoras de peixes são normalmente as mais afectadas.


O que fazemos

> Promovemos medidas para um novo equilíbrio de ecossistemas, tirando partido das condições favoráveis a algumas espécies, criadas pela albufeira, como a maior disponibilidade de alimentos.

> Promovemos medidas compensatórias, como a recuperação de linhas de água degradadas e a construção de pequenos açudes de estabilização de altura de água.

> Promovemos medidas compensatórias para a fragmentação de habitat, como a melhoria da qualidade dos habitats vizinhos, de modo a garantir as dimensões suficientes para a sobrevivência local das espécies afectadas. A EDP tem vindo a adoptar estas medidas nos novos projectos hidroeléctricos.

> Promovemos medidas compensatórias como a desova artificial e a recuperação de linhas de água a jusante. A EDP tem escadas de peixes em muitos aproveitamentos, tem vindo a promover medidas compensatórias associadas às espécies migratórias e tem em curso a construção de escadas de peixes e estudos que visam a melhoria das existentes.

Saiba mais aqui.

Os impactes ambientais das centrais termoeléctricas afectam a biodiversidade de forma mais pontual ou indirecta. À escala global, o efeito das alterações climáticas é considerado um dos principais factores de ameaça à biodiversidade. À escala regional e local, as centrais termoeléctricas têm hoje regulamentação muito apertada para garantir que não é excedida a capacidade de carga dos meios receptores, nomeadamente no que respeita às emissões de gases acidificantes, como o NOx e SO2 (responsáveis pelas chuvas ácidas) e às emissões de água de refrigeração para o meio hídrico, que pode contribuir para o seu aquecimento e consequente desequilíbrio do meio receptor.

Indirectamente podem ainda ser considerados os impactes decorrentes de actividades na cadeia de valor, neste caso, no ciclo de vida da electricidade e do gás. Com 7.941 MW de potência instalada de produção térmica (a carvão, fuel e gás natural), os impactes sobre a biodiversidade podem ser significativos na fase de extracção das matérias-primas, pela degradação dos habitats que essa extração implica.


O que fazemos

> Promovemos a redução dos consumos de electricidade a partir de combustíveis fósseis. A EDP assumiu o compromisso de reduzir as emissões de CO2 até 70% em 2020, face a valores de 2005.

> A EDP tem vindo a optar por combustíveis com menores concentrações de enxofre e a implementar sistemas de desnitrificação e dessulfuração das emissões.

> Promovemos a construção de torres de refrigeração. A EDP monitoriza periodicamente esta situação e as novas centrais a ciclo combinado já foram construídas com torres de refrigeração.

Na produção eólica, os impactes na biodiversidade são localizados e reduzidos. No entanto, é dada uma especial atenção, por parte da EDP, por ser uma actividade em grande expansão, sendo importante considerar eventuais impactes cumulativos. Os principais impactes directos na biodiversidade advêm da colisão de aves e morcegos nas pás das turbinas. A localização dos parques, na maioria das vezes em zonas remotas, exige a abertura de novos acessos, que por sua vez atraem as populações, contribuindo para aumentar a perturbação dos ecossistemas.


O que fazemos

> Estudos de monitorização sobre a colisão de aves e morcegos com as pás dos aerogeradores. Estes têm demonstrado que o efeito é menor do que o inicialmente esperado, sendo necessário avaliar estes impactes de forma cumulativa.

> Promovemos medidas compensatórias que passam por limitar os acessos indiscriminados que perturbam espécies e habitats sensíveis.

> Promovemos medidas de minimização que podem ser consultadas aqui.

A expansão da rede de distribuição de energia eléctrica está muito dependente do planeamento urbano. À medida que crescem as áreas de construção em zonas com estatuto de protecção da natureza, aumenta também o número de quilómetros de linhas que terão de ser construídas nessas regiões. Os principais impactes na biodiversidade decorrentes da actividade de distribuição de energia eléctrica resultam da colisão e da electrocussão de aves, na Península Ibérica, alargando-se estes impactes a outras espécies de fauna, como o macaco Sagui-de-cara-branca (Callix geoffroyi), no Brasil.

A necessidade de gestão do coberto vegetal nas faixas de protecção das linhas de distribuição obriga a cortes periódicos da vegetação. Estas medidas têm de ser suportadas em intervenções sustentáveis de forma a não ter impactes negativos nos habitats.


O que fazemos

> A EDP promove medidas de minimização, como o desvio de traçados, recurso a cabos isolados, colocação de dispositivos de sinalização das linhas, entre outras que podem ser consultadas na pág. 36 do Relatório de Biodiversidade 2009.

> Promovemos o isolamento das linhas aéreas de distribuição de energia eléctrica.

Espécies potencialmente afectadas pelas atividades EDP e medidas de minimização e/ou compensação associadas em:

> Portugal;

> Espanha;

Brasil;

> Roménia;

> Estados Unidos da América.

 


 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.