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Alterações Climáticas



O Grupo EDP reconhece o impacte profundo das alterações climáticas no futuro da Humanidade. Assumimos as conclusões dos painéis científicos que apontam inequivocamente para uma origem antropogénica do aquecimento global do planeta e apoiamos as recomendações do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), criado pelas Nações Unidas, de limitar o aquecimento global a 2º C e atingir zero de emissões líquidas de CO2 e outros gases com efeito de estufa antes do final do século.

Veja o vídeo do discurso de António Mexia nas Nações Unidas sobre os compromissos da EDP na luta contra as alterações climáticas.

 

Queremos fornecer uma energia competitiva baseada na implementação de soluções com baixos níveis de carbono, capazes de assegurar um crescimento económico sustentável.

 

Como contributo individual, a EDP compromete-se a:

Adicionalmente, a EDP aderiu a iniciativas promovidas pela organização CDP – Driving Sustainable Economies e a coligação We Mean Business. Neste âmbito, a EDP:

> Adoptou um preço interno de carbono

> Estabeleceu uma meta de redução de emissões de base científica, consistente com o nível de descarbonização necessário para limitar o aumento da temperatura global a 2ºC (Science Based Target). Já no início de 2017, a EDP viu aprovado, pela Science Based Target initiative (SBTi), o seu objectivo de redução de emissões.

> Divulga, nos Relatório e Contas anuais, informação sobre as alterações climáticas como dever fiduciário, de acordo com os requisitos do Climate Change Reporting Framework (CCRF)

Para alcançar os objetivos de descarbonização decorrentes do Acordo de Paris (COP 21), a EDP considera fundamental:

> A existência de um acordo global que vincule todos os países do mundo no combate às alterações climáticas;

> A participação direta das empresas na definição de compromissos individuais para as reduções globais das emissões;

> A existência de um comércio global de emissões integrado e com regras claras, que reforce a eficácia do modelo energético de baixo carbono e assegure estabilidade e confiança entre os países participantes e empresas, no longo prazo;

> O forte incremento da produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis para utilização generalizada e satisfação das necessidades energéticas essenciais;

> A promoção da melhoria da eficiência energética como instrumento-chave para reduzir as emissões de CO2;

> O aumento da eletrificação, em particular no desenvolvimento urbano e na mobilidade, como contributo fundamental para o uso sustentável da energia;

> O fomento da inovação com vista à disponibilização de tecnologias e mecanismos que ajudem na transição para um novo modelo energético de baixo carbono;

> A utilização de sistemas de medição e relato transparente das emissões de Gases com Efeito de Estufa, reconhecidos tanto pelas empresas como pelos Governos;

> O aumento da consciencialização da sociedade para esta temática e o reforço do seu envolvimento, adaptado às realidades dos diferentes países;

> O estabelecimento de planos de adaptação que minimizem os efeitos das alterações climáticas, nomeadamente nos diferentes setores económicos e no capital natural do planeta.

 

As emissões de CO2 das nossas centrais termoeléctricas em 2016 baixaram em cerca de 12% por comparação com o ano anterior, atingindo o valor de 18,9 MtCO2 (ver figura). Para este facto muito contribuíram as condições hidrológicas excepcionais verificadas, nomeadamente em Portugal (índice de produtibilidade hidroeléctrica IPH= 1,33), a menor utilização das centrais a carvão, o aumento da produção nas centrais a gás (CCGT) e a entrada em exploração de cerca de 1,1 GW de nova capacidade de origem renovável (eólica e hídrica). Nestas condições, as emissões específicas de CO2 baixaram de 0,34 tCO2/MWh em 2015 para 0,27 tCO2/MWh em 2016.
 

Emissões absolutas por geografia + emissões específicas


 

 

A EDP relata as suas emissões directas (âmbito 1) e indirectas (âmbito 2 e 3) de acordo com as recomendações do GHG Protocol Corporate Accounting and Reporting Standard – ver quadro por categoria de emissões. 
 

Âmbitos para 2015 e 2016
 

 

Em finais de 2016, a EDP tinha uma capacidade instalada de origem renovável de 18,2 GW, cerca de 72% da capacidade total. O acréscimo de 1,1 GW relativamente a 2015, associado às boas condições hidrológicas em Portugal, levou a que a produção a partir de fontes renováveis aumentasse fortemente face a 2015 (+ 24%), passando a contribuir com 65% para a produção total do Grupo EDP.

 

 

 

 

 

 

As Alterações Climáticas originam vários tipos de riscos, com destaque para:

> Operacionais – aumento da variabilidade do recurso eólico e de afluências hídricas, incidentes sobre activos fixos - nas redes de distribuição (eletricidade e gás) e nos centros produtores convencionais ou renováveis (parques eólicos) - devido a fenómenos climatéricos extremos que podem originar a paragem de centrais térmicas por indisponibilidade de água para refrigeração; etc.

> Negócio – inclui riscos de mercado da energia (volatilidade nos preços e volumes de energia comercializada em mercado), bem como riscos regulatórios relacionados com legislação ambiental, emissões de gases com efeito de estufa ou esquemas de apoio às energias renováveis, com impacto no negócio da EDP.

Para saber mais sobre este tema pode consultar-se a resposta anual da EDP ao CDP – Climate Change (consulte aqui). 

A nível da mobilidade, a EDP tem promovido variadas iniciativas que contribuem para a sustentabilidade do sector dos transportes. A mobilidade sustentável passa pela alteração de comportamentos associada à forma como as pessoas se deslocam, bem como pelo uso de fontes alternativas de energia, mais eficientes e menos poluentes, tais como a electricidade e o gás natural, e respectivas infraestruturas de abastecimento, o que se traduz em novas oportunidades de negócio para a EDP. De entre as iniciativas desenvolvidas, destacam-se:

> Aquisição de veículos com baixa emissão específica de CO2, incluindo híbridos e eléctricos;

> Promoção do uso de veículos eléctricos e/ou a gás natural;

> Utilização de georreferenciação em veículos da EDP Distribuição para optimização de percursos;

> Conversão da estafetagem para estafetagem eléctrica;

> Programas de formação: em eco-condução, em condução todo terreno e em condução defensiva.
 

Para além das iniciativas de redução da pegada carbónica ao nível da geração de energia, a EDP tem um papel muito interventivo junto dos seus clientes e comunidade em geral, promovendo a melhoria da eficiência energética no uso final e a consequente redução de emissões.

A promoção ativa da eficiência energética constitui um dos compromissos de topo da estratégia de sustentabilidade da EDP e reflecte-se no objectivo assumido de disponibilizar continuadamente, aos seus clientes, o acesso a produtos e serviços que contribuam para uma maior eficiência no uso final da energia, atingindo mais de 1 TWh de poupanças acumuladas até 2020 (face a 2014). Em termos comerciais, a EDP disponibiliza, para o mercado liberalizado, um conjunto de soluções que respondem a necessidades específicas dos diversos segmentos de clientes, através de uma oferta diversificada de produtos e serviços competitivos e sustentáveis, que evitam emissões no consumo final de energia.

Informação mais detalhada sobre a oferta de produtos e serviços de eficiência energética, disponibilizados pelas diversas unidades de negócio do Grupo EDP, pode ser consultada no “Guia Normativo dos Serviços de Energia” e no documento “DSM and Energy Efficiency Initiatives 2016”.

A EDP tem também vindo a promover a adesão à fatura eletrónica por parte dos seus clientes, contribuindo para reduzir consumo de papel, energia e consequentemente emissões de CO2. No final de 2016, cerca de 1/4 dos clientes de electricidade e gás do Grupo EDP já tinha aderido à fatura eletrónica.

A nível interno, refira-se que os edifícios administrativos da EDP, em Portugal, foram alvo de auditorias energéticas no âmbito do Sistema de Certificação Energética e da Qualidade do Ar em Edifícios. Com o objectivo de promover a melhoria da classificação energética destes edifícios, em alinhamento com as políticas nacionais e comunitárias, a EDP tem vindo a instalar unidades de geração de electricidade para autoconsumo, baseadas em tecnologias renováveis (sobretudo fotovoltaica), sempre que justificável do ponto de vista técnico e económico. Até finais de 2016, a EDP tinha já instalados cerca de 350 kW em 16 edifícios, estando prevista intervenção em outros 7 edifícios em 2017.

 


 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.