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EDP inaugura central pioneira com painéis solares flutuantes

quarta-feira, 5 de Julho de 2017

Resultados da plataforma com 840 painéis solares instalada na albufeira do Alto Rabagão estão a superar expetativas.

A EDP inaugurou a central solar fotovoltaica flutuante na albufeira do rio Rabagão, em Montalegre. Pioneiro a nível europeu, este piloto vai testar a complementaridade entre a energia solar e a hídrica, bem como as vantagens ambientais e económicas desta nova tecnologia.


Com 840 painéis solares que ocupam uma área de 2500 m2, a plataforma, que resulta de uma parceria entre a EDP Produção, a EDP Renováveis e a EDP Comercial, tem uma potência instalada de aproximadamente 220 kWp e uma produção anual estimada de cerca de 300 MWh.

Os estudos para avançar com esta central foram iniciados em 2015 e a construção, que envolveu 13 fornecedores (a maioria portugueses) e que abrangeu no pico da obra 25 trabalhadores, arrancou em junho do ano passado. Nos primeiros 7 meses de operação os resultados obtidos são muito positivos, com uma produção de 160 MWh,  acima do esperado para este período.

A conversão de energia solar em eletricidade por via de tecnologia fotovoltaica tem vindo a evoluir de forma acelerada em resultado de uma redução significativa do custo nivelado de produção. A superfície ocupada por aproveitamentos hidráulicos constitui uma oportunidade para instalações fotovoltaicas, com uma ocupação de área mais eficiente do que a ocupação em terra e com a partilha da infraestrutura de ligação à rede elétrica já existente para escoamento da energia produzida na central hidroelétrica.

O grupo reconheceu o potencial da complementaridade solar e hídrica e decidiu, por isso, investir 450.000 euros para avançar com a instalação desta unidade piloto, que permitirá conhecer as implicações, vantagens e desvantagens da instalação em plataformas flutuantes dos painéis de conversão fotovoltaica e da sua exploração em conjunto com a produção hidroelétrica. Pretende-se ainda comprovar que esta solução tem claros benefícios ambientais na massa de água e porque reaproveita instalações existentes, evitando a construção de novas linhas de transporte.

A albufeira do Alto Rabagão foi escolhida porque tem espaço e condições climatéricas adversas que permitem testar a tecnologia em condições extremas. Tem ainda um vale profundo com solo rochoso e significativas variações de cotas, o que permitiu testar as soluções de amarração.

O investimento nesta central acompanha a forte aposta que a EDP tem feito em inovação nas energias renováveis nos últimos anos. Esta estratégia, que se enquadrada também nos compromissos de sustentabilidade assumidos pelo grupo, tem-se materializado na concretização de projetos relevantes e pioneiros, como é o caso das plataformas eólicas offshore (Windfloat e DEMOGRAVI3). Neste momento, 73% dos 25,9GW de capacidade instalada da EDP já provêm de fontes renováveis instaladas em 12 países.

 

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Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.