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Fundo EDP Biodiversidade 2009 - meio milhão para três projectos

sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Reserva da Faia Brava, Charcos Temporários e Flora Endémica Ameaçada são os projectos vencedores da 2ª. Edição do Fundo EDP Biodiversidade

“Reserva da Faia Brava – um lugar para a Biodiversidade”, “Investigação, Conservação e Divulgação da Biodiversidade dos Charcos Temporários” e “Conservação e Valorização da Flora Endémica Ameaçada em Portugal” são os projectos vencedores da edição 2009 do Fundo EDP Biodiversidade. O prémio, no valor de 500 mil euros, será distribuído pelos três vencedores.


Reserva da Faia Brava – um lugar para a Biodiversidade é subscrito pela Associação Transumância e Natureza (Figueira de Castelo Rodrigo), em parceria com a Universidade de Aveiro (Departamento de Biologia e a  STN - Stichting Transhumance en Natuur (Holanda).


Projecto pioneiro, em Portugal, para a criação e gestão sustentável de uma reserva natural privada envolvendo as ONG’s locais e a comunidade em geral.


Investigação, Conservação e Divulgação da Biodiversidade dos Charcos Temporários uniu CIBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos - do ICETA-UP, Instituto de Ciências Agrárias e Agroalimentares da Universidade do Porto, o CBA - Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o IBB-CEBQ-IST - Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia, Centro de Engenharia Biológica e Química do Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa e o MNHN – Museu nacional de História Natural da  Universidade de Lisboa dividida em dois grupos de trabalho independentes (CIBIO e CBA) e (CBA, IBB-CEBQ-IST e MNHN).


Os charcos são ecossistemas de elevado valor ecológico na região do mediterrâneo. O modelo de gestão em rede destas micro reservas é de grande importância, pela sua eficácia e promoção destes habitats.


Conservação e Valorização da Flora Endémica Ameaçada em Portugal é um projecto conjunto da Faculdade de Farmácia - Centro de Estudos Farmacêuticos/Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra; do Museu Nacional de Historia Natural - Jardim Botânico da Universidade de Lisboa e dos Institutos de Biologia Experimental e Tecnológica e de Tecnologia Química e Biológica.


Através da conservação de espécies de plantas raras e ameaçadas em Portugal  in situ e ex situ pretende-se potenciar o seu aproveitamento em especial em aplicações medicinais.


Ao concurso para este Fundo, puderam candidatar-se todas as entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, que demonstrassem ter competências técnicas no domínio da conservação da natureza.


O Júri foi constituído pelo Professor João Ferreira do Amaral, do ISEG (Presidente do Júri e Presidente do Conselho de Sustentabilidade e Ambiente do Grupo EDP), pela Professora Maria do Rosário Partidário, do IST – especialista em Avaliação Ambiental Estratégica, pelo Eng.º Francisco Sánchez, da Fundação EDP, pelo Dr. Luís Filipe Manuel, Administrador da EDP Inovação e pelo Eng.º Neves de Carvalho, Director Corporativo de Sustentabilidade e Ambiente da EDP.


O Fundo EDP Biodiversidade foi criado em 2007 pelo Grupo com o objectivo de financiar projectos associados à promoção e recuperação da biodiversidade, a um ritmo de meio milhão de euros por ano e até 2011.