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Impacto da EDP na Cadeia de Fornecimento

Visando aprofundar o conhecimento sobre os impactes económicos, sociais e ambientais gerados pela atividade da sua cadeia de fornecimento, a EDP desenvolveu um estudo de caracterização das suas compras (face a 2014), que permite melhorar a definição das suas prioridades de gestão da sustentabilidade.

 

A aquisição de combustíveis, a construção de instalação energéticas, a aquisição e manutenção de equipamentos e a contração de serviços ligados às atividades distributivas e comerciais de energia são os grupos de categorias de compras que definem o perfil fundamental da cadeia de fornecimento de Grupo.

No mapa ilustra-se a origem dos fornecedores da EDP por país e nas tabelas imediatas a origem das compras por estrutura da EDP:

 

As tabelas em baixo ajudam a traçar a ideia global sobre os impactos das compras da EDP numa série de dimensões. Trata-se, no entanto, de uma informação sintética que não evidencia a profundidade da informação disponível. O estudo, desenvolvido pela PWC utilizando a metodologia ESCHER, detalha os dados por país (não só onde a EDP opera), categorias de fornecimento e fornecedores relevantes.

 

São de salientar impactes económicos relevantes:

 

  • O volume de emprego induzido ascende a 177 mil postos de trabalho e a 326 milhões de horas trabalhadas, dos quais 44% nos fornecedores diretos;
  • A importância das compras relacionadas com capital intensivo ascende a 55% (matérias-primas, equipamentos), face a 45% de compras relacionadas com trabalho intensivo (prestação de serviços);
  • O valor criado pelas compras da EDP fica sobretudo retido nos país em que a EDP opera: a retenção de 70% do valor das compras, 59% dos empregos e 79% dos salários.
 
 
A EDP, através dos seus fornecedores diretos, está exposta a riscos sociais relativamente reduzidos. Do ponto de vista laboral verifica-se uma baixa probabilidade de ocorrência de trabalho infantil, trabalho forçado ou riscos de saúde e segurança laboral. Neste âmbito, há que dar prioridade ao controlo dos riscos de salários baixos, 0,27% do volume de compras diretas. O fator de maior risco a que a EDP se expõe é relativo à desigualdade de género em 18,34% do volume das compras.

 

Do ponto de vista dos riscos “país”, cerca de 7% das compras da EDP estão expostas a riscos ligados à instabilidade política, ineficácia da justiça e fragilidade dos serviços públicos. Neste âmbito, o risco de corrupção é o mais relevante, ao atingir cerca de 10,3% das compras a fornecedores diretos.

 

Porém, o retrato dos fornecedores indiretos contrasta fortemente com o dos fornecedores diretos. A tabela revela uma intensificação drástica da exposição ao risco, com valores que vão desde 0,54% para trabalho infantil e 0,39% para trabalho forçado até 7,9%, 1,4% e 13,4% para, respetivamente, saúde e segurança, excesso de horas de trabalho e salários baixos. Também aqui a desigualdade de género ascende a 25,7%. Este aumento também se verifica nas dimensões relativas à qualidade da justiça, eficácia do sistema público e corrupção.

 

Em consequência, a gestão da sustentabilidade da cadeia de fornecimento da EDP implicará o desenvolvimento de processos para garantir o compromisso do fornecedor direto com a melhoria das condições laborais e sociais da sua própria cadeia de fornecimento.

 

Os impactes da EDP quanto ao ambiente são igualmente expressivos. Tal deve-se muito distintivamente, mas não só, aos custos ambientais associados à extração e transporte de matérias-primas, onde o gás e o carvão pesam dominantemente. A EDP irá aprofundar o trabalho que tem vindo a realizar no sentido de promover medidas de eficiência energética junto dos seus fornecedores e a adoção de planos continuados de redução de consumos energéticos e eliminação de desperdícios e resíduos, enquadrados numa visão de economia circular. 

 

 
 

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.