A par de todas as iniciativas já descritas de redução da pegada carbónica da EDP, ao nível dos processos e dos combustíveis primários, a EDP tem um papel muito interventivo junto dos seus clientes e comunidade em geral promovendo a melhoria da eficiência energética no uso final e a consequente redução de emissões.
Em 2010, a EDP lançou uma nova unidade de negócio em Portugal, a EDP Serviços, vocacionada para o fornecimento de serviços de energia aos diversos sectores de actividade económica e também à Administração Pública, incluindo medidas de melhoria da eficiência energética e soluções de geração distribuída. O desenvolvimento de modelos inovadores de contratação de Soluções Integradas de Eficiência Energética, que minimizam custos e aumentam o potencial de adopção pelo mercado, faz com que a EDP Serviços detenha já, em 2011, uma posição de liderança no mercado português.
No Brasil, as distribuidoras EDP investem 0,25% de sua receita operacional líquida em Programas de Eficiência Energética, especialmente dirigidos a clientes de baixos rendimentos e a entidades sem fins lucrativos.
Em Espanha, a nova direcção de Serviços de Eficiência Energética, criada em 2010 e comum à HC Energía e à Naturgás, tem por objectivo posicionar-se no negócio dos serviços energéticos (gás e electricidade), permitindo reforçar a oferta comercial aos seus clientes.
A EDP tem também vindo a promover a adesão à fatura eletrónica por parte dos seus clientes conseguindo reduzir consumo de papel, energia e consequentemente emissões de CO2. No final de 2011, cerca de 12% dos clientes EDP já aderiram à fatura electrónica.
A EDP tem, igualmente, um programa interno, o Econnosco, que visa a melhoria da eco-eficiência através, designadamente, da redução dos consumos de energia e de água nos seus edifícios administrativos, de uma melhor gestão de resíduos e da promoção de uma condução automóvel mais eficiente. Em Portugal, estas medidas contribuíram para uma redução de cerca de 16% do consumo de energia eléctrica e de 11% do consumo de água nos edifícios administrativos, no período 2006 a 2011.
Também a frota EDP tem sido alvo de vários programas com o objetivo de reduzir consumos e consequentemente emissões:
> Conversão da estafetagem para estafetagem elétrica;
> Aquisição de veículos híbridos e elétricos;
> Utilização de geo-referenciação em veículos da EDP Distribuição para otimização de percursos;
> Promoção do uso de veículos elétricos;
> Programas de formação: em eco-condução, em condução todo terreno e em condução defensiva.
Os edifícios administrativos da EDP, em Portugal, foram alvo de auditorias energéticas no âmbito do Sistema de Certificação Energética e da Qualidade do Ar em Edifícios. Todos os edifícios envolvidos exibem, à entrada, o respectivo certificado. A EDP tem como objectivo elevar, pelo menos à classe C, os edifícios com classificação inferior, desde que as medidas de melhoria a implementar sejam técnica e economicamente viáveis. À semelhança do que sucedeu no Porto, a EDP irá concentrar os seus escritórios de Lisboa em novos edifícios de classe energética A ou A+.