sustentabilidade > Ambiente > Alterações Climáticas > Alterações Climáticas

Alterações Climáticas

O fenómeno das Alterações Climáticas, consequência do aumento da concentração na atmosfera de Gases com Efeito de Estufa (GEE), em especial o dióxido de carbono, constitui um dos mais importantes desafios para a EDP: por um lado, a EDP é uma empresa geradora de emissões de GEE, decorrentes sobretudo da actividade de produção termoeléctrica e, por outro, todos os activos da empresa estão sujeitos aos riscos gerados/acentuados pelas alterações climáticas.

Para fazer face a este desafio ambiental, a EDP tem apostado numa estratégia de diversificação de fontes energéticas, investindo em tecnologias mais limpas e eficientes (CCGT, eólicas, hídricas), descontinuando as centrais a fuelóleo e promovendo a melhoria da eficiência energética do lado da procura. O objectivo de longo prazo publicamente assumido é o de reduzir, em 70%, as emissões específicas de CO2 em 2020, comparativamente com 2008. Este compromisso foi assumido em Dezembro de 2009, por ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em Copenhaga (comunicado sobre posição da EDP).


O resultado desta estratégia é já evidente a dois níveis:

> redução consistente das emissões específicas de CO2, de 600 gCO2/kWh para 285 gCO2/kWh em 2011:



> alteração profunda do mix de produção nos últimos anos: a contribuição das renováveis passou de 20% em 2005 para 64% em 2011:

As instalações termoeléctricas da EDP na Península Ibérica estão abrangidas pelo CELE – Comércio Europeu de Licenças de Emissão, também conhecido por EU ETS (European Trading Scheme), que constitui, a nível da EU, um dos principais mecanismos de mercado de combate às alterações climáticas. O ETS encontra-se no chamado período de Quioto (2008-2012) com maiores exigências do que as da fase piloto que o precedeu. Com efeito, o Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão (PNALE II), aprovado em Portugal em 2008 e os Planes Nacionales de Asignación (PNA), aprovados em Espanha, atribuíram menos cerca de 30% de licenças de emissão de CO2 a instalações da EDP, comparativamente à fase piloto.



Em conjugação com a utilização de licenças de emissão para o cumprimento das metas do Protocolo de Quioto, o grupo EDP participa em fundos de carbono e assinou, com diversas entidades internacionais, contratos de compra de créditos de carbono (CER – Certified Emission Reduction) provenientes de projectos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e Implementação Conjunta (IC), igualmente previstos no âmbito do referido Protocolo. No Brasil, a EDP detém uma carteira de 5 projectos MDL (3 centrais hidroeléctricas e 2 parques eólicos), que geram anualmente mais de 130 mil tCO2.  

A EDP também participa no mercado voluntário de créditos de carbono gerando várias toneladas de VERs (Verified Emission Reductions). 

As Alterações Climáticas originam vários tipos de riscos, entre eles:

> Operacionais – Danos nas redes de distribuição (eletricidade e gás) ou em centros produtores, ou em turbinas eólicas devido a fenómenos climatéricos extremos; Paragem de centrais térmicas por indisponibilidade de fonte fria, aumento da volatilidade de fatores de produção como o vento e as afluências hídricas; etc.

> Regulatórios (Negócio) – Qualquer legislação que incida sobre as emissões de dióxido de carbono impacta sobre o negócio da EDP.

> Mercado – Variações por fonte nos volumes de energia comercializada em mercado com impacto no preço correspondente ou variação do preço do CO2.

Para saber mais recomenda-se a leitura das respostas da EDP ao Carbon Disclosure Project, consulte-o aqui

Para gerir os riscos relacionados com as alterações climáticas, a EDP criou o projeto CLIMEDP cujo objetivo é identificar, caracterizar e gerir os riscos operacionais causados pelas alterações climáticas, nomeadamente pelos fenómenos climatéricos extremos. Adicionalmente, e reconhecendo que o impacto das alterações climáticas no negócio é muito mais abrangente que o mero risco operacional, a EDP procedeu à identificação e caracterização de todos os riscos associados às alterações climáticas, incluindo os ligados à estratégia do negócio. A informação foi compilada e encontra-se disponível na ferramenta interna de gestão de risco do grupo, o Portal de Risco.

A EDP investe em projetos de inovação conducentes a uma redução da utilização da energia eléctrica com a consequente redução da pegada carbónica . Exemplos disto são os projetos: 

Inovgridvisa o estabelecimento de uma rede elétrica inteligente que consegue integrar e articular a microgeração, a mobilidade eléctrica, as energias renováveis, tarifários mais flexíveis e uma melhor supervisão da rede, ao mesmo tempo que minimiza perdas, reduz o risco de  fraude e ajusta com eficiência a procura à  oferta.

Mobilidade elétrica – visa a disseminação do carro elétrico como meio de transporte gerador de menores emissões diretas. Esta tecnologia apresenta ainda a vantagem de poder atuar como um mecanismo de regulação de cargas de rede promovendo a viabilidade das energias renováveis.

> Renováveis off –shorePermitem um maior aproveitamento do potencial eólico e a demonstração de projetos-piloto de aproveitamento da energia das ondas.

> WindfloatTecnologia que permite colocar aerogeradores no mar, em plataformas flutuantes, em locais onde a profundidade é superior a 50 metros contribuindo para um maior aproveitamento do potencial eólico.
 

A par de todas as iniciativas já descritas de redução da pegada carbónica da EDP, ao nível dos processos e dos combustíveis primários, a EDP tem um papel muito interventivo junto dos seus clientes e comunidade em geral promovendo a melhoria da eficiência energética no uso final e a consequente redução de emissões.

Em 2010, a EDP lançou uma nova unidade de negócio em Portugal, a EDP Serviços, vocacionada para o fornecimento de serviços de energia aos diversos sectores de actividade económica e também à Administração Pública, incluindo medidas de melhoria da eficiência energética e soluções de geração distribuída. O desenvolvimento de modelos inovadores de contratação de Soluções Integradas de Eficiência Energética, que minimizam custos e aumentam o potencial de adopção pelo mercado, faz com que a EDP Serviços detenha já, em 2011, uma posição de liderança no mercado português.

No Brasil, as distribuidoras EDP investem 0,25% de sua receita operacional líquida em Programas de Eficiência Energética, especialmente dirigidos a clientes de baixos rendimentos e a entidades sem fins lucrativos.

Em Espanha, a nova direcção de Serviços de Eficiência Energética, criada em 2010 e comum à HC Energía e à Naturgás, tem por objectivo posicionar-se no negócio dos serviços energéticos (gás e electricidade), permitindo reforçar a oferta comercial aos seus clientes.

A EDP tem também vindo a promover a adesão à fatura eletrónica por parte dos seus clientes conseguindo reduzir consumo de papel, energia e consequentemente emissões de CO2. No final de 2011, cerca de 12% dos clientes EDP já aderiram à fatura electrónica.

A EDP tem, igualmente, um programa interno, o Econnosco, que visa a melhoria da eco-eficiência através, designadamente, da redução dos consumos de energia e de água nos seus edifícios administrativos, de uma melhor gestão de resíduos e da promoção de uma condução automóvel mais eficiente. Em Portugal, estas medidas contribuíram para uma redução de cerca de 16% do consumo de energia eléctrica e de 11% do consumo de água nos edifícios administrativos, no período 2006 a 2011.

Também a frota EDP tem sido alvo de vários programas com o objetivo de reduzir consumos e consequentemente emissões:

> Conversão da estafetagem para estafetagem elétrica;

> Aquisição de veículos híbridos e elétricos;

> Utilização de geo-referenciação em veículos da EDP Distribuição para otimização de percursos;

> Promoção do uso de veículos elétricos;
 
> Programas de formação: em eco-condução, em condução todo terreno e em condução defensiva.


Os edifícios administrativos da EDP, em Portugal, foram alvo de auditorias energéticas no âmbito do Sistema de Certificação Energética e da Qualidade do Ar em Edifícios. Todos os edifícios envolvidos exibem, à entrada, o respectivo certificado. A EDP tem como objectivo elevar, pelo menos à classe C, os edifícios com classificação inferior, desde que as medidas de melhoria a implementar sejam técnica e economicamente viáveis. À semelhança do que sucedeu no Porto, a EDP irá concentrar os seus escritórios de Lisboa em novos edifícios de classe energética A ou A+.

A EDP está presente no Sistema de Certificação de Energia Renovável, o RECS - Renewable Energy Certificate System, com quatro mini-hídricas: Ponte de Jugais (19,22 MW), Sabugueiro I (13,24 MW), Desterro (12,592) e Vila Cova (23,4 MW), com uma produção anual média na ordem dos 200 GWh. O negócio de venda de Electricidade Verde está a ser reestruturado, prevendo-se o aumento substancial do mesmo a partir de 2012.
 


 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.